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Sexta-feira, 05 de Junho de 2026

Política

Moraes mantém preso condenado por bomba no aeroporto de Brasília

Decisão do STF aponta risco de novos crimes e necessidade de preservar a ordem pública

CAPITAL RONDÔNIA
Por CAPITAL RONDÔNIA
Moraes mantém preso condenado por bomba no aeroporto de Brasília
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu manter a prisão preventiva de Alan Diego dos Santos Rodrigues, condenado pela tentativa de atentado com bomba nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, em dezembro de 2022. A decisão foi tomada nesta terça-feira (30) e divulgada oficialmente nesta quarta-feira (31).

Alan Diego foi condenado por instalar um artefato explosivo no eixo de um caminhão-tanque estacionado nas imediações do aeroporto, na véspera do Natal. O atentado não chegou a ser consumado, mas provocou grande mobilização das forças de segurança.

Na decisão, Moraes destacou que há risco concreto de reiteração criminosa caso o réu seja solto. O ministro lembrou que Alan Diego fugiu de Brasília logo após o crime e só foi localizado meses depois, em junho deste ano, no estado de Mato Grosso.

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“Há fortes e graves indícios do risco concreto da reiteração delitiva e à aplicação da lei penal, em razão da fuga após a prática dos crimes”, afirmou o magistrado, ressaltando que não houve qualquer fato novo capaz de justificar a revogação da prisão.

O ministro também enfatizou a necessidade de garantir a ordem pública e a regularidade da instrução criminal, especialmente diante do avanço do processo no STF.

Tentativa de golpe

Alan Diego é investigado no âmbito de ações que apuram crimes contra o Estado Democrático de Direito. A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o acusado por tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e associação criminosa armada.

Outros dois envolvidos no caso também respondem à Justiça. Wellington Macedo de Souza foi condenado a seis anos de prisão por planejar o atentado e auxiliar na fuga, enquanto George Washington de Oliveira Sousa admitiu ter comprado explosivos e munições usados na ação.

Em maio de 2023, a Justiça Federal do Distrito Federal condenou Alan Diego e os demais envolvidos a cinco anos e quatro meses de prisão por crimes de explosão e incêndio. Posteriormente, o caso foi remetido ao STF devido à conexão com investigações sobre a tentativa de golpe.

Em dezembro de 2025, a Primeira Turma do Supremo, por unanimidade, aceitou nova denúncia da PGR e tornou Alan Diego réu por crimes mais graves relacionados à tentativa de ruptura democrática.

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