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Terça-feira, 28 de Abril de 2026

Política

Itália vota referendo sobre cidadania e leis trabalhistas sob boicote do governo

Proposta pode reduzir tempo para naturalização de imigrantes, mas governo Meloni pede abstenção para invalidar votação

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
Itália vota referendo sobre cidadania e leis trabalhistas sob boicote do governo
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Os italianos estão sendo convocados às urnas neste domingo (8/6) e na segunda-feira (9/6) para decidir, por meio de referendo, sobre duas questões-chave: a facilitação da cidadania para imigrantes e a revogação de leis que flexibilizam o mercado de trabalho. No entanto, o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni se opõe abertamente às mudanças e tem orientado a população a não participar da votação, com o objetivo de inviabilizar o quórum mínimo necessário para validar o resultado (50% de participação).

Atualmente, um imigrante que reside legalmente na Itália — sem ser casado com um cidadão italiano ou possuir laços de sangue com o país — precisa viver pelo menos 10 anos no território antes de solicitar a cidadania. O referendo propõe reduzir esse período para 5 anos, equiparando a legislação italiana à de países como França e Alemanha.

Segundo os defensores da medida, até 2,5 milhões de pessoas poderiam se beneficiar com a mudança. A proposta tem apoio do Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, e de diversas ONGs, que conseguiram reunir mais de 500 mil assinaturas para viabilizar o referendo, conforme exige a legislação italiana.

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A primeira-ministra Meloni, líder do partido de extrema direita Fratelli d’Italia (FDI), é contrária à proposta. Em declaração recente, afirmou que a atual legislação sobre nacionalidade é “excelente” e “muito aberta”. “Somos uma das nações europeias com o maior número de naturalizações”, argumentou.

Dados do Eurostat, o instituto de estatísticas da União Europeia, confirmam que a Itália concedeu cidadania a 213.500 pessoas em 2023, o equivalente a 20% de todas as naturalizações no bloco europeu. Ainda assim, o governo tem adotado uma postura mais restritiva: em março deste ano, limitou o acesso à cidadania por descendência, permitindo o direito apenas a estrangeiros com pais ou avós italianos, excluindo descendentes de tataravós — até então elegíveis.

O resultado do referendo poderá ter impacto direto sobre milhões de imigrantes residentes na Itália, além de representar um teste de força política entre o governo e a oposição em temas sensíveis como cidadania, imigração e inclusão social.

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