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Sexta-feira, 05 de Junho de 2026

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Setor audiovisual protesta contra PL da regulação do streaming

Cineastas, produtores e técnicos realizaram atos em diversas capitais contra o Projeto de Lei 8.889/2017, alegando que o relatório atual da regulação do streaming fragiliza a indústria nacional ao reduzir a alíquota da Condecine e favorecer empresas estrangeiras.

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Por Capital Rondônia
Setor audiovisual protesta contra PL da regulação do streaming
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O setor audiovisual brasileiro realizou protestos nesta segunda-feira (3) em diversas capitais. Cineastas, roteiristas, produtores e técnicos se manifestaram contra o Projeto de Lei (PL) 8.889/2017, que trata da regulação do streaming no Brasil.

Os atos, batizados de “Pega a Visão: Ato pelo VoD”, ocorreram em frente à Ancine, no Rio de Janeiro, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, e em Salvador.

O movimento afirma que o relatório do deputado federal Dr. Luizinho (PP-RJ) representa um risco de desmonte da indústria. O texto contraria o parecer técnico da Ancine e os consensos construídos com a sociedade civil.

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Pontos de Controvérsia

O relatório propõe uma Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) máxima de 4% para as plataformas.

Além disso, 70% desse valor poderia ser usado pelas próprias plataformas em projetos próprios. O texto também prevê uma cota mínima de 10% de obras nacionais nos catálogos.

A cineasta Lúcia Murat, da Abraci, criticou a proposta. Ela a classificou como uma “distorção das demandas históricas da categoria”, que ameaça a autonomia criativa das produtoras independentes.

Segundo a produtora Clarissa Guarilha, o projeto afeta toda a cadeia produtiva, pois o cinema independente garante que as histórias brasileiras sejam contadas por produtoras nacionais.

O que pede o setor

As 12,5 mil produtoras independentes pedem o adiamento da votação. Elas defendem a retomada das premissas do texto anterior, que previa:

Cota mínima de 20% de obras nacionais;

Condecine de, ao menos, 6%;

Destinação prioritária dos recursos ao Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

Uma nota técnica da Ancine e do Ministério da Cultura (MinC) aponta que o relatório pode reduzir drasticamente os recursos do FSA. Também permitiria que empresas estrangeiras criassem “produtoras nacionais” controladas no país.

Apesar das críticas, o deputado Doutor Luizinho defende que o PL é uma “proposição madura”. Ele acredita que o texto assegura o equilíbrio entre um ambiente concorrencial justo e um ecossistema audiovisual dinâmico.

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