O que começou como um "shot" rápido para manter o pique nas baladas ou um aliado para aguentar a maratona de estudos virou uma verdadeira ameaça à saúde dos jovens brasileiros. Médicos de todo o país relatam um aumento significativo no número de internações por problemas cardíacos ligados ao consumo excessivo de energéticos.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o uso frequente dessas bebidas — ricas em cafeína, taurina e outros estimulantes — pode desencadear arritmias, pressão alta e até parada cardíaca, especialmente entre adolescentes. O problema é que muitos jovens não percebem o risco e incorporaram os energéticos na rotina com a mesma naturalidade de tomar refrigerante.
A situação se agrava quando a bebida é consumida em jejum ou misturada com álcool — prática comum em festas universitárias e eventos noturnos. Nesses casos, o organismo fica sobrecarregado, e os efeitos podem ser fatais.
"Há relatos de jovens chegando ao pronto-socorro com taquicardia severa, mal-estar intenso e até desmaios após tomar uma ou duas latas do produto", alerta um cardiologista que atua em São Paulo.
Apesar de não haver proibição legal da venda aos menores de idade, especialistas defendem maior regulação e campanhas educativas. “Essa bebida não é inocente. Um coração jovem ainda em desenvolvimento não foi feito para lidar com essa carga de estimulantes”, afirma uma nutricionista especializada em saúde pública.
Pais, responsáveis e profissionais da educação estão sendo chamados a atenção. Vale a pena arriscar a saúde por algumas horas de energia extra?
O alerta é sério. E precisa ser ouvido antes que mais um jovem caia vítima de algo que parecia inofensivo.
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