O governo federal liderado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considera utilizar um mecanismo de troca de dívida por ativos como alternativa para viabilizar o retorno da Petrobras às operações de exploração e produção de petróleo na Venezuela — rompido há anos devido à instabilidade política, sanções internacionais e crises econômicas.
A proposta em estudo envolve converter os mais de US$ 1,8 bilhão que a Venezuela deixou de pagar ao Brasil em financiamentos concedidos pelo BNDES e cobertos pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e pelo Tesouro Nacional em participações acionárias em projetos petrolíferos venezuelanos.
Três frentes estratégicas estão sendo analisadas como alvo de futuros investimentos da Petrobras:
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Produção no Lago Maracaibo, onde a extração tradicional pode ser revitalizada com capital e tecnologia;
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Projetos na Bacia do Orinoco, conhecida por seu óleo pesado, que demanda capacidade de refino;
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Refinarias venezuelanas atualmente degradadas, com potencial de recuperação mediante aportes e gestão técnica.
A iniciativa também pode ser tratada em conversas internacionais, incluindo um encontro previsto entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em março, no qual o Brasil busca aval norte-americano para que a estatal retome atividades no país caribenho em um ambiente geopolítico mais favorável.
Especialistas governamentais veem a nova legislação petrolífera aprovada na Venezuela como mais atrativa a investidores estrangeiros, com arbitragem internacional para disputas e redução de carga tributária, embora persistam dúvidas sobre segurança jurídica e prazos de retorno de investimentos em um cenário ainda incerto.
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