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Sabado, 02 de Maio de 2026

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Boulos acusa governadores de direita de “atiçar intervencionismo estrangeiro” após operação no Rio

Ministro critica consórcio estadual que busca classificar facções criminosas como organizações terroristas, alegando motivação eleitoral e alinhamento a retórica de Trump

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
Boulos acusa governadores de direita de “atiçar intervencionismo estrangeiro” após operação no Rio
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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol-SP), afirmou nesta sexta-feira (31/10) que a aliança de governadores de direita que articulou um “consórcio da paz” após a megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro busca “atiçar intervencionismo estrangeiro contra o Brasil”.

“Governadores de extrema-direita se reuniram para atacar o governo federal e defender a posição de Trump, que qualifica o narcotráfico como terrorismo. Não é uma definição ingênua: é a base retórica que os EUA têm usado para justificar intervenção armada na América Latina”, escreveu Boulos em postagem nas redes sociais.

O encontro ocorreu na quinta-feira (30/10), no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, e contou com a participação de seis chefes de governos estaduais. Entre os presentes estavam:

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  • Cláudio Castro (PL-RJ) – governador do Rio de Janeiro;

  • Celina Leão (PP-DF) – vice-governadora do Distrito Federal;

  • Eduardo Riedel (PP-MS) – governador do Mato Grosso do Sul;

  • Jorginho Mello (PL-SC) – governador de Santa Catarina;

  • Romeu Zema (Novo-MG) – governador de Minas Gerais;

  • Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) – governador de Goiás;

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) – governador de São Paulo, que participou de forma remota.

Durante a reunião, os governadores firmaram acordo para pressionar pela aprovação de projeto de lei que enquadra facções criminosas, como o PCC e o CV, como organizações terroristas. O governo federal se posiciona contra a proposta, argumentando que essas facções não possuem motivação ideológica.

Boulos destacou ainda que, caso os governadores estivessem realmente preocupados com o combate ao crime organizado, teriam apoiado a PEC da Segurança Pública do governo Lula.

“Querem apenas usar a crise do Rio de Janeiro para fazer demagogia eleitoral. Lamentável!”, concluiu o ministro.

O episódio acendeu debates sobre a atuação de governos estaduais em políticas de segurança e o possível impacto da retórica internacional sobre decisões internas de combate ao crime organizado.

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