Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 01 de Outubro 2026

Eleições 2026

AO VIVO
Apurado: 0%
Aguardando início da apuração oficial...
CÍCERO MOURA

Supersalários do Judiciário custaram R$ 13,3 bilhões aos cofres públicos somente em 2023

Confira as notas do dia, por Cícero Moura.

CÍCERO MOURA
Por CÍCERO MOURA
Supersalários do Judiciário custaram R$ 13,3 bilhões aos cofres públicos somente em 2023
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Marajás

Segundo levantamento do “Movimento Pessoas à Frente”, 93% dos magistrados brasileiros receberam salários acima do teto constitucional, que é o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que hoje é R$ 41.600,00. Esse seria o teto do funcionalismo público brasileiro. Porém, a realidade é beeeem diferente.

Marajás 2

Supersalários se devem a auxílios e benefícios que contornam o teto, levantando questionamentos sobre a credibilidade das instituições e ampliando a percepção de privilégios. Maior transparência no Judiciário, revisão de benefícios e fiscalização rigorosa são essenciais para equilibrar os gastos públicos e reforçar o papel dessas instituições na democracia.

Marajás 3

E um dos retratos da INEFICIÊNCIA do Poder Judiciário, que tem muitas benesses, especialmente longos recessos (o de fim de ano chega a 45 dias) são os gastos. Lembrando que esses supersalários não são ilegais, mas imorais. Segundo relatório do próprio Tesouro Nacional, o Brasil é o país que mais gasta com Tribunais. Bem superior à média mundial. 

Marajás 4

O levantamento ainda tem a participação do Fundo Monetário Internacional (FMI) e OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que aponta que o Brasil gasta 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) com as instituições ligadas ao Judiciário, acompanhada de perto pela Costa Rica com 1,54%. 

Marajás 5 

Em um relativo distante terceiro lugar aparece El Salvador, com 1,23% do PIB. Aí mais vexatório vem os demais: África do Sul (0,52%), Alemanha (0,49%), Itália (0,47%), Suécia (0,42%) e França (0,40%). 

Marajás 6

Magistrados do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) são os mais “bem pagos” do País. Apesar do limite constitucional de R$ 41,6 mil, os juízes goianos têm multiplicado seus salários e recebido até R$ 170 mil líquidos todo mês em razão de uma série de penduricalhos e regras específicas do Estado. 

Marajás 7

O valor equivale a quatro vezes mais do que a remuneração de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que está no topo da carreira. Em março de 2023, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), sancionou regra que praticamente extinguiu teto constitucional de R$ 41,6 mil. Já a Corte diz cumprir “rigorosamente a lei”.

Drible

A pedido do então presidente do TJ-GO, Carlos Alberto França, a Assembleia Legislativa (Alego) aprovou e Ronaldo Caiado sancionou, uma lei que transforma gratificações de cargos e funções comissionadas em verbas indenizatórias, e, portanto, permite que os valores sejam pagos acima do teto remuneratório e livre de Imposto de Renda.

Drible 2

Previsto na Constituição, o chamado “abate-teto” é um mecanismo que inibe o recebimento de “supersalários” na administração pública. Na prática, ele funciona como uma linha de corte que reduz a remuneração de servidores para limitá-la ao valor máximo permitido, que equivale aos vencimentos de um ministro do Supremo. 

Drible 3

Verbas indenizatórias não entram no limite, como auxílio-moradia, indenização de férias, entre outros. Hoje, o Tribunal de Justiça goiano é composto por 450 magistrados. A remuneração média líquida deles é de R$ 78,5 mil. Trata-se da maior média de todos os 84 tribunais que já apresentaram dados ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em casa

A Corregedoria Nacional de Justiça decidiu apurar o pagamento de salários milionários a juízes e a desembargadores do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) em fevereiro de 2024. Como mostrou o Estadão, 46 integrantes da Corte tiveram subsídios de mais de R$ 1 milhão cada, em valores brutos.

Em casa 2

Dez magistrados receberam R$ 1 milhão líquidos, ou seja, já com os descontos de praxe. A ordem para investigar os subsídios dos juízes e desembargadores de Rondônia é do ministro Luís Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça, que tem se empenhado para corrigir distorções e privilégios em tribunais.

Em casa 3

A Corregedoria abriu um "pedido de providências" sobre o caso para requerer informações da Corte estadual que divulgou, em nota, que as "vantagens" que elevaram os subsídios de seus magistrados em fevereiro incluem "Adicional por Tempo de Serviço (ATS, o chamado quinquênio), indenização de férias e outros direitos que estavam acumulados".

Em casa 4

Ainda de acordo com o TJ-RO, os pagamentos haviam sido "devidamente autorizados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e também pelo Tribunal Pleno Administrativo de Rondônia". O problema é que CNJ, no entanto, ressaltou que o deferimento dos retroativos do ATS está suspenso para todos Tribunais desde o segundo semestre de 2023.

Migué

O próprio TJ-RO deu a desculpa de “não ter achado, em sua base de dados, a autorização do benefício para a Corte estadual”. O CNJ rebateu dizendo que “ressaltou a suspensão determinada em abril de 2023” , frisando que "não houve, por parte do órgão, autorização de pagamento expressa, e nem mesmo tácita, de Adicional por Tempo de Serviço aos magistrados do Tribunal de Justiça de Rondônia”. 

Ação

A coluna é justa e dá a César do que é de César: o único que se destacou na crise da segurança pública que abalou Rondônia na semana passada, cuja guerra contra as facções criminosas explodiu, foi o secretário estadual de Segurança Pública, coronel Felipe Vital. Ele é o único que colocou a cara a tapa, diferente do seu chefe que continua de férias e em silêncio. 

Ação 2

Vital entrou em contato com a coluna e disse que há uma boa relação com o Judiciário, que tem atendido várias demandas. Porém, mesmo com seus supersalários e looongos recessos/férias, a justiça rondoniense sim, é lenta e age em tempo maior do que outros tribunais. Parece que o “timing” é diferente do que a população precisa. 

Ação 3

Segundo Vital, “uma parceria estratégica e ofensiva entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) e Ministério Público de Rondônia (MPRO) tem sido essencial para combater o crime”.

Ação 4

O titular da Sesdec indicou que “entre as principais medidas implementadas, houve reforço do patrulhamento em áreas estratégicas, com foco na capital, cumprimento de mandados de prisões e busca e apreensão para desarticular facções criminosas, monitoramento de rodovias para coibir o tráfico de drogas, armas e contrabando e operações em presídios”.

Ação 5

Felipe Vital indicou que “a participação ativa do Ministério Público e do Tribunal de Justiça, tem sido decisiva para o sucesso das ações”. O procurador de Justiça e coordenador do Gaeco Anderson Batista, destacou o compromisso do MPRO em investigar, processar e desmantelar organizações criminosas. 

Ação 6

O presidente do TJ-RO desembargador Raduan Miguel, reforçou o compromisso do Judiciário em dar celeridade aos processos relacionados ao crime organizado. “A eficiência na emissão de mandados e decisões judiciais, fortalece as operações repressivas e assegura que os responsáveis sejam rapidamente levados à Justiça”, declarou ele. 

Resultados

Entre as principais conquistas da força-tarefa estão: a prisão de lideranças criminosas, a desarticulação de células operacionais e a apreensão de armamentos e recursos financeiros. Paralelamente, iniciativas sociais estão sendo implementadas nas comunidades vulneráveis, com o objetivo de prevenir o aliciamento de jovens pelas facções.

Críticas

O governador de Goiás criticou a portaria publicada pelo Ministério da Justiça para investigar as abordagens policiais em Rondônia. “Estamos assistindo Porto Velho totalmente tomada pelos faccionados e o senhor ministro discutindo regras como essas para saber como se nós estivéssemos discutindo a segurança pública na Suécia”. 

CÍCERO MOURA

Publicado por:

CÍCERO MOURA

Saiba Mais

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Capital Rondônia no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR