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Terça-feira, 02 de Junho de 2026

Policial

Quadrilha de leilões falsos é presa e movimentou R$ 2,3 milhões na internet

Operação interestadual da Polícia Civil desmantelou o esquema de leilões falsos, prendendo um casal em São Paulo que criava sites fraudulentos e movimentava dinheiro de forma incompatível com a renda declarada.

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Por Capital Rondônia
Quadrilha de leilões falsos é presa e movimentou R$ 2,3 milhões na internet
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Uma operação interestadual da Polícia Civil desmantelou uma quadrilha especializada em aplicar golpes por meio de leilões falsos na internet. Deflagrada nesta quarta-feira, 22 de outubro de 2025, a ação resultou no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão, além de mandados de prisão em diversos estados.

Um casal foi identificado como peça central do esquema criminoso. O homem de 32 anos era o responsável por criar os sites fraudulentos e gerenciar o fluxo financeiro. Sua esposa, de 29 anos, movimentou uma alta quantia em apenas cinco meses, vivendo uma vida luxuosa que era incompatível com a renda declarada, conforme apuração da Polícia Civil. O grupo movimentou cerca de R$ 2,3 milhões em apenas cinco meses.

Lavagem de dinheiro e atuação em vários estados

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O casal já está preso, e outros cinco mandados de prisão foram cumpridos em São Paulo. Apreensões também estão sendo realizadas nos estados de Goiás, Santa Catarina, Amazonas, Pará e Rio Grande do Sul.

A investigação da Polícia Civil descobriu que a quadrilha investia em publicidade nas redes sociais para atrair vítimas e impulsionar os sites falsos, que pareciam legítimos. Os lucros obtidos com os leilões falsos eram depositados em contas de “laranjas”, o que dificultava o rastreamento. Além disso, os suspeitos realizavam lavagem de dinheiro por meio de negócios fictícios, movimentando cerca de R$ 6,5 milhões.

Para desvendar o esquema, que utilizava ferramentas de encriptação de dados digitais, a Polícia Civil paulista (Divisão de Capturas e Garra) e a Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DPRCPE) do Rio Grande do Sul utilizaram técnicas avançadas de rastreamento cibernético e análise financeira. Cerca de 150 policiais participaram da operação.

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