A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), iniciou nesta segunda-feira (10) uma etapa preparatória fundamental para reforçar o combate à dengue, zika e chikungunya na capital, o mapeamento da quantidade de mosquitos por meio de ovitrampas. A ação atual não consiste na liberação de insetos, mas sim em um estudo prévio e necessário para organizar a futura implementação do Método Wolbachia no município.
As ovitrampas são armadilhas simples instaladas em pontos estratégicos das residências nos 27 bairros prioritários da capital. Elas atraem as fêmeas do mosquito Aedes aegypti para a postura de ovos, permitindo que a equipe de saúde meça o nível de infestação em cada região.
Neste estágio de pesquisa e diagnóstico inicial, as armadilhas servem exclusivamente para contar a quantidade e entender o comportamento dos mosquitos comuns da cidade. Esse levantamento prévio é indispensável para criar um retrato real da situação de Porto Velho antes que qualquer soltura seja realizada no futuro.
PESQUISA E PLANEJAMENTO FUTURO
Com os dados coletados durante esta fase inicial, a equipe técnica da Semusa conseguirá traçar um mapa preciso de onde há mais circulação do vetor da dengue. Quando o Método Wolbachia for efetivamente implantado, as armadilhas continuarão nas ruas, mas para acompanhar o avanço e a fixação dos novos mosquitos com a bactéria no meio ambiente.
A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da Semusa, Geisa Brasil, explica como funciona essa etapa de avaliação.
"Nesta fase em que estamos, o Método Wolbachia ainda não foi implementado. Trata-se de uma etapa de pesquisa essencial, onde medimos a quantidade de mosquitos da dengue comuns para entender a realidade de cada localidade. Essa medição inicial vai orientar todo o trabalho futuro, indicando, quando as liberações começarem, quais bairros precisarão de maior volume de soltura e como a nova população de mosquitos estará se comportando", destacou Geisa Brasil.
O prefeito Léo Moraes destacou a importância de fundamentar as ações de saúde pública em pesquisas e dados científicos consolidados.
"Antes de introduzir qualquer nova tecnologia, precisamos conhecer a fundo o nosso território. A utilização das ovitrampas nesta fase de pesquisa nos traz o diagnóstico exato da presença do mosquito em Porto Velho. É um planejamento responsável e baseado na ciência para que, quando o Método Wolbachia for de fato implementado, tenhamos a máxima eficiência no combate à dengue", afirmou o prefeito Léo Moraes.
PREPARAÇÃO PARA A TECNOLOGIA
O Método Wolbachia consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti com uma bactéria natural (a Wolbachia) que impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam no inseto. Ao se acasalarem com os mosquitos locais, eles passam essa característica para seus filhotes, gerando mosquitos que não transmitem doenças e reduzindo gradativamente os casos na cidade.
A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, enfatizou que o apoio da população nesta fase de diagnóstico é determinante para o futuro do projeto.
"Estamos construindo a base para uma transformação no combate às arboviroses em Porto Velho. Para que a futura implementação da Wolbachia seja um sucesso, precisamos desse mapeamento inicial. Pedimos aos moradores dos 27 bairros que recebam nossos agentes e permitam a instalação e verificação das armadilhas. Paralelamente, reforçamos que os cuidados tradicionais, como eliminar recipientes com água parada nos quintais, continuam fundamentais", ressaltou a secretária de Saúde.
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