Brasília — O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (13) que o caso envolvendo o Banco Master pode se configurar como a maior fraude bancária da história do Brasil. Segundo ele, o Banco Central vem realizando um trabalho “robusto, técnico e responsável” na condução do processo de liquidação da instituição financeira, preservando a estabilidade do sistema e o interesse público.
Em declaração à imprensa, Haddad ressaltou que a gravidade das irregularidades identificadas exige apuração minuciosa, mas dentro do devido processo legal. “É um caso muito sério, possivelmente sem precedentes no país, e por isso precisa ser tratado com cautela, transparência e rigor institucional”, destacou o ministro.
Irregularidades e intervenção
O Banco Master entrou em liquidação extrajudicial após o Banco Central identificar inconsistências contábeis, operações suspeitas e indícios de fraudes estruturadas. As apurações iniciais apontam para práticas como manipulação de balanços, emissão irregular de ativos e concessão de créditos fictícios, o que teria provocado prejuízos bilionários.
De acordo com Haddad, a atuação preventiva do Banco Central foi decisiva para evitar riscos maiores ao sistema financeiro nacional. Ele afirmou manter contato frequente com a presidência da autoridade monetária para acompanhar cada etapa do processo e garantir que as decisões adotadas sigam critérios técnicos.
Atuação conjunta de órgãos de controle
Além do Banco Central, o caso envolve a atuação de outros órgãos de fiscalização e controle. O Ministério da Fazenda acompanha as apurações em conjunto com o Tribunal de Contas da União, a Polícia Federal e o Ministério Público, que investigam responsabilidades individuais e eventuais crimes financeiros.
O ministro ressaltou que a integração entre as instituições é fundamental para assegurar a responsabilização dos envolvidos e, quando possível, a recuperação de valores. “O Estado brasileiro está mobilizado para esclarecer completamente o que ocorreu”, afirmou.
Impacto e próximos passos
A situação do Banco Master também mobiliza o Fundo Garantidor de Créditos, responsável por assegurar depósitos dentro dos limites legais aos clientes da instituição. O governo avalia que, apesar do impacto financeiro, não há risco sistêmico, justamente pela ação antecipada das autoridades monetárias.
Haddad concluiu afirmando que o episódio reforça a importância da regulação e da supervisão contínua do sistema bancário. “É um momento difícil, mas também uma demonstração de que os mecanismos de controle estão funcionando”, disse.
As investigações seguem em andamento, e novos desdobramentos devem ser divulgados à medida que as apurações avançarem.
Comentários: