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Segunda-feira, 09 de Marco de 2026

Política

Cármen Lúcia estabelece diretrizes para conduta de juízes nas eleições de outubro

Ministra orienta magistrados a evitar eventos com candidatos e manifestações políticas.

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Por Capital Rondônia
Cármen Lúcia estabelece diretrizes para conduta de juízes nas eleições de outubro
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A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, apresentou nesta terça-feira (10) dez recomendações que deverão nortear a atuação dos juízes eleitorais durante as eleições de outubro. As orientações foram repassadas aos presidentes dos tribunais regionais eleitorais (TREs) em reunião realizada à tarde.

 
 

As diretrizes funcionarão como parâmetro ético para disciplinar o comportamento dos magistrados ao longo do processo eleitoral. Na semana passada, a ministra já havia antecipado as recomendações na sessão de abertura do ano judiciário de 2026.

Entre os principais pontos, está a exigência de transparência nas audiências com partes, advogados, candidatos e partidos, com divulgação prévia das agendas, inclusive quando realizadas fora do ambiente institucional.

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Os juízes também devem manter postura comedida em manifestações públicas ou privadas sobre temas ligados ao processo eleitoral, estejam ou não sob sua jurisdição. Está vedada a participação em eventos que promovam confraternização com candidatos, representantes ou pessoas diretamente interessadas nas campanhas.

Outra orientação é a proibição de manifestações sobre preferências políticas pessoais em redes sociais ou qualquer outro meio, de modo a evitar questionamentos sobre a imparcialidade das decisões judiciais.

As recomendações ainda incluem:

Não receber presentes, favores ou benefícios que possam comprometer a independência funcional;

Declarar impedimento em casos que envolvam escritórios de advocacia dos quais façam parte;

Não assumir atividades privadas que prejudiquem o exercício das funções;

Evitar qualquer sinalização favorável ou contrária a candidatos, partidos ou ideologias;

Garantir que apenas a autoridade competente divulgue atos judiciais e administrativos;

Reafirmar a transparência como princípio essencial, assegurando ampla publicidade das decisões da Justiça Eleitoral.

Código de Ética no STF

No Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia é relatora da proposta de criação de um Código de Ética da Corte. A iniciativa foi apresentada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, após críticas envolvendo ministros em investigações relacionadas ao Banco Master.

O ministro Alexandre de Moraes negou ter participado de reunião com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa na residência do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O suposto encontro foi divulgado pela imprensa e teria ocorrido durante negociações para aquisição do banco pelo BRB. Moraes classificou a reportagem como “falsa e mentirosa”.

Antes da liquidação do Banco Master pelo Banco Central, o escritório Barci de Moraes, ligado à família do ministro, prestou serviços à instituição financeira.

Já o ministro Dias Toffoli foi alvo de questionamentos por permanecer relator de processo após reportagens apontarem que a Polícia Federal identificou irregularidades em fundo de investimento vinculado ao Banco Master. O fundo adquiriu participação em resort que pertencia a familiares do ministro.

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