A pré-campanha ao Governo de Rondônia ganhou mais um capítulo de tensão nesta semana após o pré-candidato Samuel Costa subir o tom contra o comandante-geral da Polícia Militar de Rondônia, o coronel Glauber Souto. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Costa acusou o oficial de promover perseguição interna contra o sargento Machado, apontado como seu futuro candidato a vice-governador.
Segundo Samuel Costa, Machado estaria sofrendo represálias dentro da corporação por conta de suas posições políticas e pela proximidade com seu projeto eleitoral para 2026. O militar, conhecido por sua atuação operacional e histórico de apreensões durante o combate às organizações criminosas no estado, também chama atenção por se declarar publicamente alinhado à esquerda, posição pouco comum entre integrantes das forças de segurança.
Sem medir palavras, Samuel partiu para o confronto direto com o comando da PM.
“Olha, coronel Glauber Souto, os cargos são transitórios. Já pensou tu ter que ficar quatro anos prestando continência para o Sargento Machado? Como pode? Tem coronel que inveja a vida do praça”, disparou.
Samuel garante que parte da resistência enfrentada por Machado dentro da corporação estaria relacionada à sua popularidade junto à tropa e ao eleitorado ligado à segurança pública.
O episódio também escancara um cenário que promete marcar a disputa de 2026: a crescente politização dos quartéis e o embate entre grupos ideológicos que disputam espaço dentro das forças de segurança.
Enquanto Samuel Costa tenta transformar Machado em símbolo de resistência contra aquilo que chama de perseguição institucional, o comando da PM ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações.
O fato é que, faltando mais de um ano para a eleição, a guerra política já chegou à caserna — e pelo visto não pretende pedir permissão para entrar.
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