Área no bairro Flodoaldo Pontes Pinto ganhou novo significado e já começa a movimentar a rotina de quem vive e trabalha na região
Onde antes havia um espaço pouco aproveitado, descarte irregular de lixo e uma área que não convidava ninguém a permanecer, agora tem bancos, paisagismo, iluminação e até sombra desenhada no chão. Inaugurado no último sábado (15), o novo Pocket Park, no bairro Flodoaldo Pontes Pinto, já começa a fazer parte da rotina dos moradores.
Quem percebeu rapidamente a mudança foi Rosiléia Cunha de Souza. Moradora do bairro há muitos anos, ela começou a vender água de coco há cerca de dois meses, depois de deixar o trabalho como auxiliar de cozinha por questões de saúde. Com a chegada do novo espaço, decidiu que encontrou também um novo ponto para trabalhar.
“Eu moro aqui há muito tempo e essa entrada não tinha, era só um beco. Tinha muita mata, era tudo feio e jogavam lixo. Agora ficou ótimo, está tão lindo. Gostei demais e agora vou ficar por aqui”, contou Rosiléia.
UM ESPAÇO QUE MUDA O ENTORNO
O Pocket Park foi pensado justamente para dar uma nova função a uma área antes degradada. O projeto aposta em uma estrutura compacta, com espaços de permanência, paisagismo e elementos arquitetônicos que tornam o local mais agradável para quem mora ou passa pela região.
Responsável pela arquitetura da obra, Alecsander de Souza explica que a proposta vai além de ocupar fisicamente o terreno.
“A gente acredita que um projeto precisa dialogar com o espaço e tem um impacto sobre todo o seu entorno. A nossa ideia foi trazer visibilidade e fazer com que as pessoas permaneçam nesse espaço. É dar uma nova vida e um novo significado para áreas que antes estavam degradadas”.
A iniciativa deve chegar a outros pontos da capital. Segundo Alecsander, um segundo projeto já está finalizado e será implantado na Zona Sul, entre as ruas Abacateiro e Algodoeiro, em outra área que também sofre com descarte irregular de resíduos.
Para o prefeito Léo Moraes, recuperar esses espaços também significa criar novas possibilidades para a população.
“Quando a gente transforma um espaço que antes estava sem uso em um ambiente de convivência, a mudança vai muito além da estrutura. A gente melhora o entorno, aproxima as famílias e cria novas possibilidades, inclusive para quem encontra ali uma oportunidade de trabalhar e gerar renda. É esse tipo de transformação que queremos levar para outros pontos de Porto Velho”.
VALORIZAÇÃO PARA QUEM VIVE NA REGIÃO
Morador do Flodoaldo Pontes Pinto e corretor de imóveis, Pedro Araújo acompanhou de perto as mudanças na região. Para ele, intervenções como essa também refletem na valorização dos imóveis e, principalmente, na qualidade de vida.
“Toda essa região vem valorizando muito nos últimos anos. Cada vez que a gente ganha um pouco mais de qualidade, isso impacta todo mundo e inevitavelmente chega também aos imóveis. Tudo que é feito nesse sentido é muito válido para a região e para os moradores”.
Para quem passa pelo local hoje, a transformação é visível. Para Rosiléia, ela também virou oportunidade: água de coco gelada, sombra e um novo endereço para trabalhar.
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