Afastamento
A Constituição do estado de Rondônia é bastante clara quando diz que o governador pode afastar-se de suas funções por até 15 dias sem a necessidade de aprovação da Assembleia Legislativa de Rondônia. Para ausências que ultrapassem este período, é necessário obter o consentimento dos deputados estaduais.
Decisão
Como o governador Coronel Marcos Rocha (União Brasil) está em Tel Aviv, a segunda maior cidade de Israel, alvo de bombardeio de mísseis pelo Irã, por conta disso, o espaço aéreo está fechado e o deslocamento terrestre bloqueado, a estadia de Rocha deverá ser prolongada fora do Brasil, por sua vez, de Rondônia. Neste caso, levanta-se a necessidade de uma decisão legislativa para assegurar a continuidade da governabilidade e governança no âmbito estadual.
Com o governador Coronel Marcos Rocha ausente de Rondônia, o vice-governador Sérgio Gonçalves, ambos do União Brasil, segundo a legislação em vigor, está na linha de frente da sucessão estadual e deverá assumir o exercício da função interinamente. Esta situação coloca a Assembleia Legislativa de Rondônia em uma posição crítica para garantir a governabilidade e governança com a ausência do governador.
Dicisão
A sessão plenária de amanhã na Assembleia Legislativa de Rondônia, caso discuta amanhã a possível necessidade de formalizar a vacância do cargo de governador mediante ausência do Coronel Marcos Rocha (União Brasil). Tal decisão dos deputados estaduais será de grande relevância para garantir a estabilidade política e administrativa do estado de Rondônia. Contudo, também servirá para demonstrar a capacidade de articulação e diálogo do secretário-chefe da Casa Civil, Elias Rezende.
O governador Coronel Marcos Rocha (União Brasil) gravou alguns vídeos diretamente de um bunker na cidade de Tel Aviv em Israel tranquilizando os rondonienses em relação a sua integridade física. Os vídeos estão disponíveis nas suas redes sociais, por sua vez, não respondeu às críticas ácidas que recebeu do ex-secretário-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, na coletiva imprensa concedida na úlitma sexta-feira (13).
Patrimônio
Os bastidores do poder foram nucleares em Rondônia na semana passada. Diversos jornais eletrônicos noticiaram que o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, teria deixado o governo com patrimônio estimado em R$ 150 milhões, por conta disso, existe uma investigação em curso. Devido a esse linchamento público que vem sofrendo, Júnior convocou uma coletiva a imprensa.
Coletiva
A coletiva à imprensa do ex-secretário-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, também foi transmitida por live e está disponível nas suas redes sociais. Júnior disse que o seu patrimônio está todo declarado no Imposto de Renda e seu sigilo bancário está à disposição dos órgãos de fiscalização e controle. Afirmou também que obedecia às ordens da primeira-dama Luana Rocha e do governador Coronel Marcos Rocha (União Brasil) e, em tom de desabafo, chamou o governador de covarde
Denunciou
Na live, o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, revelou existir um engenhoso plano em curso para assassinar reputações por meio de esquemas arapongagem – ações de monitoramento clandestinas, falsos inquéritos, dossiês e operações policiais forjadas contra adversários do governo do Coronel Marcos Rocha (União Brasil).
Arapongagem
Segundo ex-secretário-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, a arapongagem estaria sendo articulada pela Casa Civil do governador Coronel Marcos Rocha (União Brasil) e com apoio do deputado estadual Ribeiro do Sinpol (PRD). Segundo Júnior, “quer mandar na Polícia Civil” e, por sua intervenção direta, mudou parte da cúpula da polícia civil sem combinar com a classe.
Corrupção
Na coletiva à imprensa, Júnior Gonçalves desafiou os órgãos de fiscalização e controle a começar a investigar a corrupção no governo do Coronel Marcos Rocha (União Brasil) pelo Detran, comandado pelo irmão do governador, Sandro Rocha. Daí eu pergunto: se existe corrupção no Detran, começou antes ou depois da saída de Júnior Gonçalves da Casa Civil?
Críticas
O ex-secretário-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, disse ainda na live que era alvo de uma sistemática campanha de difamação à sua reputação. Disparou duras críticas contra o deputado estadual Ribeiro do Sinpol (PRD) e o secretário-chefe da Casa Civil, Elias Rezende.
Envergonha
No mesmo dia da live do ex-secretário-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, o seu irmão, o vice-governador Sérgio Gonçalves (União Brasil), concedeu entrevista de rádio. Na sua fala, ele pede a troca de comando da Casa Civil e, pior, Elias Rezende envergonha o governo do Coronel Marcos Rocha (União Brasil).
Resposta
Em resposta, o secretário-chefe da Casa Civil, Elias Rezende, divulgou uma nota oficial mediante a crítica do vice-governador Sérgio Gonçalves (União Brasil). Na nota, Resende diz não ter tempo para se envolver em polêmicas com outro secretário de estado, negou existir prática de arapongagem, perseguição ou uso da estrutura de comunicação do governo para atacar quem quer que seja.
Cruz
Repercutiu nos bastidores do poder e na imprensa a representação formal do deputado estadual Marcelo Cruz (PRTB) ao Ministério Público de Rondônia (MPRO), relatando: fatos gravíssimos envolvendo possível uso da estrutura da Casa Civil e da Polícia Civil para fins políticos, vazamento de informações sigilosas, ameaça velada, desvio de conduta de servidores públicos e orquestração de operação policial para assassinar reputações.
Responder
Na ótica de qualquer leigo em política, o governador Coronel Marcos Rocha (União Brasil) precisa responder aos rondonienses à fala do ex-secretário-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, em especial, quando esse afirma que “governador sabia e sabe de tudo, e que ele é quem deve –ou deveria– ser o investigado”.
Federal
A movimentação simultânea do deputado estadual Marcelo Cruz (PRTB) e do ex-secretário-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, principalmente quando atribuíram o uso da Polícia Civil para atingir adversários do governo, desacreditou a instituição para prosseguir qualquer investigação. Neste caso, a exemplo do Tocantins, a Polícia Federal deverá ser convocada para checar a veracidade das denúncias.
Sério
Falando sério, não esquecer que Israel atacou primeiro e o Irã está apenas se defendendo. É fogo contra fogo, nenhum líder dos países envolvidos em conflitos no Oriente Médio demonstra querer paz. Como escreveu o escritor francês Maurice Druon no livro infantil de sua autoria O Menino do Dedo Verde: “Na guerra, todos perdem, até quem acredita quem venceu”.
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