A Polícia Federal (PF), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), prendeu na manhã desta quinta-feira (13 de novembro) o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, durante a nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada em Brasília e em 14 estados brasileiros.
Stefanutto havia sido exonerado do cargo em abril deste ano, logo após a primeira etapa da operação revelar um esquema de fraudes bilionário envolvendo descontos associativos não autorizados aplicados em aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS.
Fraudes em todo o país
Nesta fase da investigação, a PF e a CGU cumprem 63 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva, além de outras medidas cautelares determinadas pela Justiça Federal.
As ações ocorrem em 15 unidades da federação, abrangendo Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo investigado teria criado e alimentado cadastros falsos em sistemas oficiais, aplicando descontos indevidos em milhares de benefícios previdenciários. O prejuízo estimado ultrapassa bilhões de reais.
Crimes investigados
Os alvos da operação são investigados por inserção de dados falsos em sistemas públicos, formação de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de ocultação e dilapidação patrimonial.
As apurações apontam que entidades e associações de fachada eram usadas para justificar as cobranças mensais, desviando valores diretamente das aposentadorias sem o consentimento dos titulares.
Próximos passos
Os presos serão ouvidos pela Polícia Federal e devem passar por audiência de custódia ainda hoje. O material apreendido será analisado para aprofundar as investigações e identificar o destino dos valores desviados.
A Controladoria-Geral da União informou que continua auxiliando a PF no rastreamento financeiro e na identificação de servidores e intermediários que teriam facilitado o esquema.
O INSS ainda não se pronunciou oficialmente sobre a prisão do ex-presidente.
📍 Fontes: Polícia Federal, Controladoria-Geral da União, Veja, G1
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