Equipes da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) estão percorrendo todas as propriedades rurais localizadas no raio de até 12 quilômetros do foco. As visitas incluem a investigação sobre novos casos da doença, verificação de mordidas de morcegos hematófagos (Desmodus rotundus), busca por abrigos desses animais e orientação sobre vacinação contra a raiva nos animais de produção (bovinos, equinos, ovinos e caprinos).
Além das ações em campo, a Agência promove campanhas educativas em rádios, lojas agropecuárias, associações rurais e escolas. O objetivo é alertar sobre os riscos da raiva e a importância da prevenção, por meio da vacinação, e comunicação de casos suspeitos da doença à Idaron. “Vamos continuar com as visitas às propriedades rurais e orientação sobre a vacinação em áreas de risco”, afirmou o gerente de Defesa Sanitária Animal da Idaron, Fabiano Alexandre dos Santos.
Animais que recebem a vacina pela primeira vez na vida devem receber uma segunda dose de reforço após quatro semanas. A partir daí, basta aplicar uma dose anual.
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TRANSMISSÃO
A raiva é uma zoonose que acomete a maioria dos mamíferos, e é transmitida pelo contato direto com a saliva ou através de mordidas ou arranhaduras de um animal infectado. A doença não tem cura e representa prejuízos à pecuária devido à alta mortalidade de bovinos. “Além disso, trata-se de uma zoonose, doença transmitida dos animais para o homem, que deve ser prevenida e controlada com veemência, visto o efeito letal nos humanos”, destacou o coordenador do Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros Domésticos, Ney Azevedo.
Uma das principais formas de controle é a notificação à Idaron da ocorrência de animais doentes, com sinais nervosos, para que as medidas de controle e prevenção possam ser aplicadas. O atendimento à notificação e os exames laboratoriais não geram custos ao produtor rural, e que a identificação de foco na propriedade não acarreta punições e não há interdição da propriedade ou sacrifício do rebanho.
ENTENDA O CASO
O foco foi identificado após um produtor rural relatar que um cavalo apresentava sintomas neurológicos semelhantes aos de raiva. Equipe técnica da Agência foi à propriedade, onde foi encontrado um equino com cerca de três anos de idade apresentando sinais clínicos da doença. O animal foi isolado e logo morreu, uma vez que a raiva não tem cura.
Após o óbito, uma equipe da Idaron coletou amostra do sistema nervoso central do animal para análise em um laboratório credenciado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). No dia 16 de abril chegou o resultado, dando positivo para a doença. Por se tratar de um foco de raiva em animais de produção, a Agência iniciou as ações de saneamento do foco.
ALERTA IMPORTANTE
Para que não haja perdas expressivas ao produtor, é imperioso que comunique rapidamente à Idaron a existência de animais com sintomas de raiva, para que seja investigado e assim evite que outros animais adoeçam. Além disso, é fundamental comunicar também a existência de mordeduras de morcegos nos animais, para que sejam adotadas medidas de controle.
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