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Quinta-feira, 23 de Abril de 2026

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Maduro se declara prisioneiro de guerra em audiência nos EUA: se nega às acusações

Durante audiência em Nova York, o presidente venezuelano Nicolás Maduro disse ser inocente e criticou o sequestro pelos EUA, afirmando ser prisioneiro de guerra e presidente legítimo.

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Por Capital Rondônia
Maduro se declara prisioneiro de guerra em audiência nos EUA: se nega às acusações
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, classificou-se como “prisioneiro de guerra” durante sua audiência de custódia no Tribunal Federal de Manhattan, em Nova York, nesta segunda-feira. Ele se declarou inocente das acusações de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado feitas pelos Estados Unidos.

 

Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente”, afirmou Maduro ao juiz Alvin Hellerstein, acrescentando que ainda é o presidente legítimo da Venezuela e que foi sequestrado por militares norte-americanos em operação realizada no último sábado. Sua esposa, Cilia Flores, também foi notificada das acusações e permanece detida.

O governo dos EUA acusa membros do governo venezuelano de transportar grandes quantidades de cocaína para o país e de se beneficiar da corrupção alimentada pelo narcotráfico. Maduro e sua equipe negam todas as acusações, destacando que a Venezuela não é um país produtor de cocaína e que os verdadeiros interesses norte-americanos estão ligados aos recursos minerais e energéticos do país, incluindo petróleo, gás e ouro.

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Durante a audiência, Maduro e Cilia foram acompanhados por advogados renomados, como Barry Pollack, defensor de Julian Assange, e David Wikstrom, especialista em casos de narcoterrorismo. A defesa informou que não solicitará a fiança neste momento, mas não descarta fazê-lo posteriormente. Uma nova audiência foi marcada para 17 de março.

A detenção ocorre em meio a forte esquema de segurança em Manhattan, enquanto grupos de apoiadores e críticos do presidente venezuelano se reuniram do lado de fora do centro de detenção. O caso intensifica a tensão diplomática entre EUA e Venezuela e mantém a atenção da comunidade internacional sobre a operação militar e a legalidade do sequestro.

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