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Sexta-feira, 17 de Julho de 2026

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Irã e EUA rejeitam cessar-fogo que previa reabertura imediata do estreito de Ormuz

Teerã se recusa a aceitar trégua temporária que poderia ajudar EUA a renovar arsenal

Gabriel Regis
Por Gabriel Regis
Irã e EUA rejeitam cessar-fogo que previa reabertura imediata do estreito de Ormuz
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A guerra entre Estados Unidos e Irã, no Oriente Médio, ficou mais longe do fim. Nesta segunda-feira (6), tanto os americanos quanto os iranianos sinalizaram que discordam e rejeitam o plano de paz, encabeçado pelo Paquistão, que previa um cessar-fogo de 45 dias e a reabertura imediata do estreito de Ormuz.

Teerã afirmou que se recusa a aceitar qualquer pausa temporária no conflito porque o tempo jogaria a favor de Washington, já que os americanos conseguiriam renovar seu arsenal e voltar mais fortes para a guerra.

 

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O Irã avisou o Paquistão que só se interessa pelo fim permanente para a guerra e, para isso, fez uma contraproposta, segundo a agência de notícias oficial Irna.

O país persa impôs dez cláusulas, incluindo o fim dos conflitos na região, um protocolo para a passagem segura pelo estreito de Ormuz, o levantamento das sanções e a reconstrução do país.

 

Ao mesmo tempo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “não validou” o Acordo de Islamabad, como seria chamado o pacto proposto pelos paquistaneses em homenagem à capital do país.

“Esta é uma das muitas ideias na mesa, e o presidente Trump ainda não a validou. A operação Fúria Épica continua”, disse uma alta autoridade da Casa Branca à emissora americana ABC News nesta segunda-feira.

 

Trégua entre Irã e EUA

Durante a madrugada, houve intensas negociações entre representantes dos EUA e do Irã para selar um acordo de paz, que encerraria o conflito em duas etapas e previa um cessar-fogo imediato.

Ao mesmo tempo, os iranianos se comprometeriam a reabrir o estreito de Ormuz dentro do prazo dado pelo presidente Donald Trump — a advertência vale até as 21h desta segunda no horário de Brasília.

 

Ontem, o americano foi categórico ao dizer que, se o regime dos aiatolás não reabrisse a passagem marítima, destruiria pontes e usinas de energia elétrica do país persa na terça-feira (7).

FONTE/CRÉDITOS: r7.com e texto
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