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Sexta-feira, 17 de Julho de 2026

Política

Hélio Lopes desfaz acampamento na Praça dos Três Poderes após ordem de Moraes

Deputado federal, aliado de Bolsonaro, retirou barraca montada em frente ao STF após decisão que proíbe ocupação e obstrução do local.

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
Hélio Lopes desfaz acampamento na Praça dos Três Poderes após ordem de Moraes
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O deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) retirou, na madrugada deste sábado (26/07/2025), a barraca que havia montado em frente à sede do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação ocorreu após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes.

Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Lopes instalou o acampamento no final da tarde de ontem (25/07/2025), anunciando uma “greve de silêncio” em protesto contra as medidas do tribunal direcionadas ao ex-presidente e seus apoiadores.

Decisão de Moraes e justificativas

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A decisão de Moraes foi motivada por uma representação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que solicitou medidas cautelares para a remoção imediata e a proibição de acesso e permanência de deputados federais e outros indivíduos na Praça dos Três Poderes e em frente ao STF. Além de Hélio Lopes, a medida também foi aplicada aos deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Cabo Gilberto Silva (PL-PB), Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Rodrigo da Zaeli (PL-MT).

O ministro vedou qualquer ocupação ou obstrução da Praça dos Três Poderes e determinou às autoridades do Distrito Federal a adoção de medidas preventivas e repressivas cabíveis. Ele frisou a necessidade de identificação e documentação de práticas ilícitas, sob pena de responsabilização pessoal dos agentes públicos competentes. Moraes também estabeleceu a prisão em flagrante por resistência ou desobediência a quem descumprir a decisão.

Em sua argumentação, o ministro destacou que o direito de reunião e manifestação não pode ser exercido de “maneira abusiva e atentatória à proteção dos direitos e liberdades dos demais, às exigências da saúde ou moralidade, à ordem pública, à segurança nacional, à segurança pública, defesa da ordem e prevenção do crime, e ao bem-estar da sociedade”.

Moraes sustentou que o “acampamento” foi montado com o propósito de replicar os “ilegais e golpistas” acampamentos realizados em frente aos quartéis do Exército em 2022 e início de 2023. Segundo o ministro, a atitude visava inviabilizar o funcionamento do STF e subverter a ordem democrática. “Não há outra interpretação a ser extraída da tentativa de repetição da ilegal ocupação de vias públicas a acampamentos golpistas realizados na frente do Exército brasileiro e das condutas golpistas lamentáveis praticadas na Praça dos Três Poderes no domingo, 8/1/2023”, escreveu.

A decisão enfatiza que a medida visa garantir o cumprimento dos limites legais ao exercício do direito de manifestação, assegurando que a liberdade de expressão não seja usada como instrumento de interferência, violência ou prejuízo à ordem pública, em consonância com o Estado de Direito.

Restrições adicionais

Em uma decisão complementar, o ministro também proibiu a realização de qualquer acampamento em um raio de um quilômetro da Praça dos Três Poderes, da Esplanada dos Ministérios e, “obviamente, em frente aos quartéis das Forças Armadas”.

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