A tradicional escala 6x1, em que trabalhadores cumprem seis dias de trabalho e descansam apenas um, vem sendo cada vez mais questionada no Brasil. Considerada exaustiva e pouco compatível com a qualidade de vida, a prática está no centro da PEC 8/25, apresentada em fevereiro pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe a extinção do modelo.
Apesar de a tramitação no Congresso avançar lentamente, empresas e especialistas já se movimentam para analisar os impactos de uma eventual mudança. Segundo Renan Kalil, professor do Insper e procurador do Trabalho, a redução da jornada é plenamente possível e sustentável.
Kalil cita experiências internacionais como referência: França adota uma jornada de 35 horas semanais; Estados Unidos, Canadá e Itália, 40 horas; e países da América Latina como Chile, México e Espanha também avançam na redução das jornadas. “A experiência mundial demonstra que é totalmente viável adotar limites menores do que as 44 horas previstas no Brasil”, afirma o especialista.
A proposta, se aprovada, poderá transformar significativamente a rotina de trabalhadores do varejo e de outros setores, equilibrando produtividade e bem-estar.
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