O governo do estado deu um passo importante para o fortalecimento regional na última segunda-feira, 15 de junho de 2026. O Seminário de Lançamento do Plano de Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira de Rondônia (PDIFF) reuniu dezenas de autoridades e instituições parceiras em Porto Velho.
O evento ocorreu no auditório do Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO). O objetivo central foi debater estratégias integradas, apresentar estudos técnicos aprofundados e lançar oficialmente a publicação que servirá de base para a implementação do plano estadual.
A iniciativa foi promovida pelo Núcleo Estadual para o Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira de Rondônia (Neifro). A organização atuou em parceria direta com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam).
A Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog) representou a gestão estadual nos debates. O foco principal das discussões girou em torno de transformar os diagnósticos técnicos colhidos em campo em investimentos reais para os moradores locais.
O governador Marcos Rocha enfatizou que o planejamento é vital para gerar oportunidades econômicas na região. “O plano será uma ferramenta essencial para orientar ações integradas e ampliar o desenvolvimento regional”, declarou o chefe do Executivo rondoniense.
A secretária da Sepog, Beatriz Basílio Mendes, ressaltou o caráter colaborativo da construção do PDIFF. Segundo ela, os dados consolidados vão permitir identificar prioridades claras e orientar os recursos públicos com mais eficiência na faixa de fronteira de Rondônia.
O diretor de Políticas Públicas da Sepog, Douglas Vieira, acrescentou que as decisões baseadas em evidências ajudam a solucionar as necessidades reais da população. O projeto incluiu escutas de atores sociais e oficinas regionais em diferentes pontos geográficos.
De acordo com o Ibam, o trabalho de campo concentrou-se nos municípios de Guajará-Mirim e Cerejeiras. Essas localidades serviram como referências para mapear os gargalos de infraestrutura e saúde mais urgentes do setor.
O coordenador-geral do Ibam no projeto, Henrique Barandier, explicou que Rondônia foi incorporada aos estudos do Arco Norte devido à sua forte ligação com as dinâmicas amazônicas, embora pertença geograficamente ao Arco Central.
A apresentação do processo de elaboração do material foi conduzida por Rodolfo Calmon e por Jessica Ojana, coordenadora técnica do projeto Fronteiras da Amazônia. Ela explicou como foram estruturadas as metas de sustentabilidade. As oficinas e audiências nos territórios resultaram em uma carteira com 42 projetos estratégicos.
Essas propostas buscam atrair investimentos federais e estaduais de longo prazo para as cidades fronteiriças. Durante a tarde, representantes das câmaras temáticas de Saúde, Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura detalharam as metas setoriais. Os entes públicos buscam agora alinhar os orçamentos para iniciar a execução das propostas do plano.
A íntegra do documento com as propostas do PDIFF está disponível na internet. A sociedade civil e gestores municipais podem acessar o portal do projeto Fronteiras da Amazônia para consultar o material completo.
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