A Prefeitura de Porto Velho realiza nesta quinta-feira (18), às 9h, o primeiro voo técnico com o drone Arator 5C na Estrada dos Periquitos, no setor chacareiro. O equipamento de asa fixa passa a integrar a estrutura do Escritório de Governança Ambiental da capital rondoniense. A tecnologia visa monitorar o território municipal e aprimorar o combate ao desmatamento e às queimadas.
O imageamento aéreo progressivo cobrirá a cidade-sede e os distritos de Porto Velho com dados georreferenciados. O mapeamento subsidiará a tomada de decisões rápidas na contenção de crimes ambientais. As informações coletadas também servirão para identificar pontos de vulnerabilidade a alagamentos e apoiar planos de contenção da Defesa Civil.
Inovação tecnológica e inteligência territorial
A utilização do modelo aéreo representa uma mudança na coleta de informações geoespaciais no município de Porto Velho. Conforme explicou o diretor de Regulação Econômica e Tarifária, Renato Muzzolon Jr., a iniciativa qualifica as ações fiscais e preventivas da administração pública. O monitoramento contínuo gerará relatórios precisos sobre o crescimento urbano e a preservação de áreas verdes.
Os dados detalhados obtidos pelo drone Arator 5C serão compartilhados de forma integrada com diferentes secretarias e órgãos do município. Esse fluxo de dados agilizará projetos de infraestrutura básica, regularização fundiária e ordenamento territorial. A ferramenta atuará fortemente no período de estiagem na Amazônia, mitigando os efeitos da fumaça e de incêndios florestais.
Fortalecimento da gestão preventiva de riscos
O prefeito Léo Moraes enfatizou que o projeto consolida a modernização da gestão ambiental rondoniense com foco em sustentabilidade. Segundo o chefe do Executivo municipal, a incorporação de tecnologia de ponta protege a população e reduz os custos operacionais de fiscalização a campo. A meta do município é antecipar riscos socioambientais antes do agravamento das crises climáticas.
O Escritório de Governança Ambiental coordenará o cronograma de voos nas regiões com maior pressão de desmatamento e expansão irregular. Com essa ferramenta, a Prefeitura de Porto Velho busca estruturar políticas públicas de longo prazo baseadas em evidências geográficas, fortalecendo a resiliência das comunidades isoladas e da zona urbana.
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