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Sabado, 18 de Abril de 2026

Justiça

Mulheres fora do trabalho têm risco 3 vezes maior de sofrer violência doméstica

A Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher revela que 69% das vítimas tiveram sua rotina alterada após as agressões. O estudo destaca que mulheres fora da força de trabalho correm um risco três vezes maior de sofrer violência, evidenciando a autonomia econômica como fator de proteção.

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Por Capital Rondônia
Mulheres fora do trabalho têm risco 3 vezes maior de sofrer violência doméstica
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A 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, divulgada nesta quinta-feira (27), aponta que a violência doméstica causa grandes impactos na vida das vítimas. O levantamento, realizado pelo DataSenado, Nexus e Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), ouviu mais de 21 mil mulheres em todo o país.

 

Os dados indicam que sete em cada dez mulheres (69%) que sofreram violência doméstica tiveram a rotina alterada após as agressões, o que representa uma estimativa de 24 milhões de brasileiras.

Impacto na Rotina: 68% relataram impactos nas relações sociais.

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Impacto no Trabalho/Estudo: 46% tiveram o trabalho remunerado afetado e 42% tiveram os estudos prejudicados.

A coordenadora do OMV no Senado, Maria Teresa Prado, destacou que a violência doméstica limita a autonomia das mulheres e impede o acesso a direitos básicos, como estudo e trabalho, comprometendo o futuro de famílias e do país.

Autonomia Econômica como Fator de Proteção

A pesquisa mostra uma correlação direta entre o emprego e a vulnerabilidade à violência: é três vezes mais comum mulheres fora da força de trabalho sofrerem violência doméstica (12%) do que as empregadas (4%). Além disso, 66% das vítimas de agressão recebem até dois salários mínimos.

Para a diretora executiva da Associação Gênero e Número, Vitória Régia da Silva, a desigualdade molda o risco e a permanência das mulheres em ciclos de agressão. Ela enfatiza que a autonomia econômica é uma política estratégica de enfrentamento à violência.

A pesquisa reforça a urgência de implementar políticas públicas que promovam a independência financeira e a qualificação profissional das mulheres. A líder de Políticas Públicas do Instituto Natura destacou a necessidade de políticas integrais que articulem segurança pública, saúde, assistência, educação e renda, oferecendo respostas reais às diversas vulnerabilidades.

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