O vereador Carlos Bolsonaro (PL-SP) registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (3/10), alegando que militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) estariam realizando atos em frente à sua residência, colocando sua integridade física em risco. O parlamentar, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, relatou o ocorrido por meio de suas redes sociais.
O vereador tem intensificado suas articulações políticas com vistas a candidatar-se ao Senado por Santa Catarina em 2026, deixando o Rio de Janeiro, conforme apuração do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.
Paralelamente, Carlos Bolsonaro é um dos investigados na apuração da chamada “Abin Paralela”, conduzida pela Polícia Federal. Em junho, a PF encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o resultado do inquérito que apurou a existência de uma estrutura ilegal de espionagem dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), supostamente voltada para monitorar opositores e adversários políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro entre 2019 e 2021.
Além de Carlos Bolsonaro, foram indiciados Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin; o atual diretor da agência, Luiz Fernando Corrêa; e outras 31 pessoas. A investigação se concentrou no uso da Abin durante a gestão de Ramagem para fins políticos, prática considerada ilegal e passível de responsabilização criminal.
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