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Quinta-feira, 03 de Setembro 2026
Mundo

Deputado propõe lei para banir "bebês reborn" do SUS e sugere hospício para "mães de bonecas"

Polêmica em MG: Projeto de lei quer acabar com atendimento médico a bonecas reborn e prevê multa para descumprimento; autor faz vídeo debochado simulando situação

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
Deputado propõe lei para banir
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Em meio à crescente tendência das bonecas reborn no Brasil, o deputado estadual Caporezzo (PL) protocolou nesta terça-feira (13/05) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um polêmico projeto de lei que visa proibir o atendimento a bonecas e objetos inanimados nos serviços públicos de saúde do estado.

O texto do projeto é categórico: "Fica terminantemente proibido a utilização de qualquer serviço público em situações de atendimentos à bonecas reborn e qualquer outro tipo de objeto inanimado no Estado de Minas Gerais". Para garantir o cumprimento da lei, o projeto estabelece uma penalidade significativa - multa equivalente a dez vezes o valor do serviço prestado, com destinação específica para o tratamento de pessoas com transtornos mentais.

Controvérsia nas redes sociais

 
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Em uma demonstração que gerou ainda mais polêmica, o deputado publicou um vídeo nas redes sociais onde, em tom de deboche, simula uma situação com uma suposta "mãe de reborn" que solicita certidão de nascimento para sua boneca. O vídeo termina com a controversa frase "Levem ela para o hospício", seguida do comentário "Esse tumulto em torno do boneco diz muito sobre nossa sociedade. Alguém precisa dar um basta".

Posicionamento oficial

 
A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte informou que "desconhece qualquer registro" de atendimento a bonecas ou objetos inanimados em suas unidades. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, por sua vez, foi consultada mas não se manifestou.

Justificativa do projeto

 
Na fundamentação do projeto, Caporezzo alega que a medida é necessária para evitar o uso inadequado dos serviços públicos de saúde. O deputado menciona a existência de "diversos casos" de pessoas exigindo atendimento médico de emergência para bonecas reborn, argumentando que tais situações podem comprometer o atendimento de pacientes reais em estado de emergência.
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