Zambelli, que enfrenta processos judiciais no Brasil, descreveu sua saída do país como um ato de “resistência”, rejeitando a ideia de que seria uma fuga. “Continuo com minhas prerrogativas. O PL me deu suporte político. Tenho conversado com Valdemar da Costa Neto”, afirmou à CNN, sinalizando que mantém apoio do seu partido, o Partido Liberal, e diálogo com seu presidente.
Em maio, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Zambelli a 10 anos de prisão em regime inicialmente fechado por invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A sentença também determinou a perda de seu mandato parlamentar, que depende de declaração formal pela Câmara dos Deputados após o trânsito em julgado, além de inelegibilidade e pagamento de R$ 2 milhões em indenização por danos morais e coletivos. A decisão marcou um ponto crítico na trajetória política da deputada, conhecida por sua atuação alinhada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Além disso, Zambelli responde a outro inquérito no STF por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O julgamento desse caso foi suspenso em março, após pedido de vista do ministro Nunes Marques, e ainda não há data para retomada.
A parlamentar informou que pretende se estabelecer em uma cidade no sul da Itália, embora não tenha detalhado qual. Sua decisão de deixar o Brasil ocorre em um momento de intensas discussões sobre a judicialização da política e a polarização no país. A saída de Zambelli levanta questões sobre o impacto de sua ausência no cenário político nacional e no funcionamento do PL, um dos principais partidos de oposição.
A licença do mandato, se confirmada, pode abrir espaço para debates na Câmara sobre a substituição de sua vaga e os desdobramentos de sua condenação. Enquanto isso, sua permanência na Itália, respaldada pela cidadania, adiciona uma camada de complexidade às questões legais e políticas que envolvem seu caso.
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