Brasília, 13 de novembro de 2025 – Um estudo recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que quase metade da região conhecida como Amazônia Legal está sob algum tipo de proteção — sejam unidades de conservação, terras indígenas ou territórios quilombolas. O levantamento, divulgado durante a COP30 em Belém (PA), aponta que as áreas cadastradas somam aproximadamente 2,3 milhões de km², correspondendo a cerca de 46,6% da extensão total da Amazônia Legal.
O mapeamento identificou 1.053 áreas protegidas na região: 430 unidades de conservação ambiental, 378 terras indígenas e 245 territórios quilombolas. Esse conjunto representa ainda cerca de 27,46% de todo o território brasileiro.
Principais dados do levantamento
-
As terras indígenas na Amazônia Legal ocupam cerca de 1,15 milhão km², quase equivalente ao estado do Pará.
Publicidade -
As unidades de conservação somam quase 1,3 milhão km², um pouco maior que a extensão territorial do próprio Pará.
-
A pesquisa ressalta que os dados desconsideram sobreposições entre diferentes categorias de proteção para evitar dupla contagem.
Por que a informação é relevante
A abrangência de áreas protegidas na Amazônia Legal revela a magnitude dos esforços de preservação ambiental e dos direitos territoriais de povos tradicionais na região — em um momento crítico de atenção global à Amazônia, especialmente durante a COP30. Também evidencia que grande parte do território está sob regulação específica, o que tem implicações para políticas de uso da terra, conservação da biodiversidade, mudanças climáticas e desenvolvimento regional.
Além disso, ao saber que quase metade da região está protegida, gestores públicos, pesquisadores e formuladores de políticas têm um panorama mais claro sobre os desafios de governança, fiscalização, investimento e também sobre os direitos das populações que vivem nessas áreas.
Desafios associados
Embora o número de áreas protegidas seja expressivo, o levantamento também apontou problemas persistentes, como condições de moradia e acesso precário a serviços básicos em muitas dessas localidades.
Outro desafio é transformar o reconhecimento de proteção territorial em efetiva gestão, monitoramento, recursos humanos e infraestrutura para garantir que essas áreas cumpram seu papel de conservação e de garantia de direitos.
Conclusão
O estudo do IBGE mostra que a Amazônia Legal vive um cenário em que a proteção territorial alcança quase metade da sua extensão, o que é, por si só, um indicativo relevante da dimensão ambiental e social da região. No entanto, esse dado deve servir como ponto de partida para aprofundar o debate sobre como essas áreas são geridas, como os direitos das comunidades são assegurados e como essa proteção se conecta com os desafios socioambientais que o país enfrenta.
Comentários: