Intérprete de Tânia em “Dona de Mim”, Aline Borges, 50, foi uma das atrizes a pisar do black carpet do Prêmio Potências 2025 na noite da última segunda-feira (24), em São Paulo.
Concorrente da categoria de Atriz Coadjuvante por sua atuação na trama da TV Globo, ela conta que embora não tenha vindo de uma família de artistas, sempre recebeu o principal para que continuasse apostando no sonho: o amor.
Com três décadas de carreira, ela já esteve na premiação em 2022, quando se consagrou como Atriz do Ano ao encarnar Zuleica, no remake de “Pantanal”. “Ainda hoje, a gente vive em um país que não enxerga a nossa potência. Um prêmio que enaltece a nossa cultura, a nossa trajetória, deixa a gente emocionado. Acho que é um prêmio vital”, disse com exclusividade à CNN.
Ao lado de amigos como Péricles, homenageado do noite, e o ex-BBB Rodrigo França, a quem atriz chama de “guru”, Aline conta ainda que encontros como esse funcionam como fortalecimento e uma oportunidade “de se enxergar grande”. “A gente precisa disso”, garante.
“O medo vai paralisando a gente”, diz Aline Borges
Na pele de sua primeira vilã na obra de Rosane Svartman, Aline dá vida a uma mulher complexa, forte e destemida, que não mede esforços para conquistar aquilo que considera seu por direito.
“Acho que a Tânia me ensina a ser mais corajosa, a ser ousada, sabe?”, avalia. “Acho que me falta isso. Talvez, se eu tivesse um pouco mais da ousadia da Tânia, eu já estivesse fazendo sucesso há muito tempo. O medo vai paralisando a gente. Por isso, é tão importante a gente estar junto dos nossos, daqueles que nos fortalecem”, acrescenta.
Ainda em entrevista à CNN, a atriz recorda que, em 2018, se entendeu como mulher negra. Desde então, vem construindo a própria identidade, entendendo a missão como artista e principalmente como artista negra no país.
“Eu sou uma mulher negra de pele não retinta, isso causa uma confusão na nossa cabeça. Por isso, é importantíssimo entender de onde você vem. Antes de eu entender de onde eu vinha, de entender que eu era uma mulher negra, eu ficava tentando me encaixar em lugares que não me pertenciam. Então a gente tomba e sucumbe. É importante se conectar com ancestralidade, ouvir a intuição e não abandonar os sonhos, porque sonhar alto é o que leva a gente onde a gente quiser”, finaliza.
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