Em um vídeo impactante publicado nesta quarta-feira, o vereador Filipe Rozique fez um alerta grave sobre a expansão da violência organizada no país, denunciando que empresas de internet e outros serviços básicos estão sendo extorquidos por facções criminosas — e que, em alguns casos, essa pressão já resultou em mortes.
Com tom firme e emocionado, Rozique começou sua fala lembrando um episódio recente na Bahia, onde três técnicos de internet foram mortos após a empresa recusar-se a pagar “pedágios” exigidos por uma facção. “Esse crime teria acontecido?”, questionou o vereador, antes de mostrar notícias e vídeos que comprovam a ameaça real e crescente.
“Não podemos romantizar o crime. Não podemos romantizar a atitude de bandido como se fosse algo normal ou aceitável”, afirmou Rozique, citando o exemplo de El Salvador, onde políticas rigorosas contra o crime levaram à queda drástica da taxa de homicídios — mas também geraram controvérsias sobre direitos humanos e liberdade.
O vereador destacou que o problema não é apenas regional: “Ah, mas isso é São Paulo, Rio de Janeiro... É na Bahia não. Tá cada vez mais forte aqui no nosso estado.” Ele lembrou que, em Rondônia, provedores de internet já participaram de reuniões com autoridades estaduais para discutir ameaças constantes de fechamento de empresas ou até mesmo assassinatos caso não paguem “taxas”.
“Ou nós tomamos uma atitude, ou vamos viver em um país totalmente controlado por facções criminosas”, alertou Rozique, citando estudo que aponta que um quarto dos brasileiros vive sob controle dessas organizações.
Ele ainda criticou a inação das autoridades e a falta de proteção aos trabalhadores. “A saída temporária, auxílio-recusa, progressão de regime, audiência de custódia — tudo isso é muito bonito, mas não resolve o problema quando o bandido tem o direito de dizer ‘cadê o direito do seu Zé?’”, ironizou, referindo-se ao comerciante que sofre com a extorsão.
Rozique encerrou seu pronunciamento com uma homenagem solene às vítimas: Antônio da Silva, Jackson Santos Macedo e Patrick Vinicius Santos — os três técnicos assassinados na Bahia. “Em memória deles, precisamos agir. Agora.”
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