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Terça-feira, 28 de Abril de 2026

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Trump diz que Lula terá grande papel em conselho de Gaza: “Gosto dele”

Durante coletiva, Donald Trump disse esperar participação de Lula no órgão de reconstrução da Faixa de Gaza

Capital Rondonia
Por Capital Rondonia
Trump diz que Lula terá grande papel em conselho de Gaza: “Gosto dele”
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (20) que convidou o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, para integrar o chamado Conselho da Paz para Gaza, um corpo internacional criado para discutir questões relacionadas à governança, reconstrução e desenvolvimento do território palestino sob cessar-fogo. Trump afirmou que espera que Lula tenha um “grande papel” no grupo e declarou que “gosta dele”, sinalizando o interesse norte-americano em contar com o Brasil na iniciativa.

O convite faz parte de um esforço mais amplo promovido por Washington para reunir lideranças globais no novo órgão, alvo de debates e críticas no cenário internacional por sua estrutura e foco. Além do Brasil, países como Argentina, Canadá, Turquia, Egito, Paraguai e China também receberam convites para compor o conselho, embora nem todos tenham definido sua participação.

O governo brasileiro recebeu formalmente o convite através da Embaixada em Washington, e o presidente Lula discutiu o assunto com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, no Palácio do Planalto. Até o momento, não há definição oficial sobre a aceitação do convite. Autoridades do Itamaraty destacam que o documento está sendo analisado com cuidado, considerando implicações diplomáticas, institucionais e estratégicas antes de um posicionamento público.

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Especialistas em relações internacionais alertam que a participação brasileira no conselho pode representar um “dilema diplomático”, justamente pela complexidade política da iniciativa e pelos riscos de perda de autonomia caso se alinhe de maneira excessiva a uma proposta liderada pelos Estados Unidos. Alguns analistas consideram que o formato do Conselho de Paz — concebido de forma paralela às instituições tradicionais de mediação, como as Nações Unidas — levanta questionamentos sobre legitimidade e representatividade.

O chamado Conselho da Paz para Gaza foi proposto em continuidade às iniciativas de cessar-fogo e transição ainda frágeis entre Israel e grupos palestinos. O conselho está previsto como um fórum internacional para supervisionar temas como governança local, atração de investimentos, relações regionais e reconstrução após anos de conflito.

Até o fechamento desta matéria, o Planalto não divulgou um prazo para anunciar se o Brasil aceitará formalmente integrar o órgão. A decisão é esperada nos próximos dias, à medida que o governo brasileiro conclui a avaliação interna das potenciais vantagens e riscos políticos associados ao convite norte-americano.

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