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Domingo, 24 de Maio de 2026

Meio Ambiente

Secretário de Comunicação e aliados são presos por comandar "máfia da difamação" nas redes sociais em Goiás

Autoridades públicas usavam perfil "Anápolis na Roda" para expor vida íntima e traições de moradores; mais de 50 vítimas já foram identificadas

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
Secretário de Comunicação e aliados são presos por comandar
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Em uma operação que expôs um esquema criminoso envolvendo altos funcionários públicos de Anápolis, a Polícia Civil de Goiás prendeu três pessoas acusadas de comandar uma verdadeira "máfia da difamação" nas redes sociais. Entre os detidos estão o secretário municipal de comunicação Luis Gustavo Souza Rocha, o diretor de comunicação da Câmara Municipal Denilson da Silva Boaventura, e a ex-candidata a vereadora Ellysama Aires Lopes Almeida.

Operação Máscara Digital, que mobilizou 18 policiais, revelou um sofisticado esquema de perseguição e exposição da vida íntima de moradores através do perfil "Anápolis na Roda". De acordo com as investigações, os suspeitos atuavam de forma coordenada, utilizando recursos tecnológicos para ocultar suas identidades e dificultar o rastreamento das postagens criminosas.

O delegado Marcos Adorno, responsável pelo caso, informou que a investigação teve início após uma denúncia de difamação e perseguição. As evidências coletadas demonstraram que os envolvidos se uniram com o objetivo específico de atacar a reputação, privacidade e integridade psicológica das vítimas.

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Segundo a polícia, Luis Gustavo e Denilson eram os principais responsáveis pelas publicações, agindo diretamente ou através de Ellysama, que é ex-proprietária da página e continuava demandando publicações de cunho criminoso.

A Prefeitura de Anápolis e a Câmara Municipal emitiram notas informando que acompanham o caso e aguardam o desenvolvimento das investigações para tomar as providências cabíveis. A defesa de Denilson Boaventura declarou que só se manifestará após ter acesso completo aos autos, enquanto os demais envolvidos permaneceram em silêncio.

Os três suspeitos seguem presos e podem responder por múltiplos crimes, incluindo:

  • Uso de documento falso

  • Associação criminosa

  • Injúria

  • Difamação

  • Perseguição

A polícia divulgou a identidade dos presos com o objetivo de identificar novas vítimas que possam ter sido alvo do esquema criminoso.

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