Em um período de 25 dias, o estado de São Paulo registrou nove casos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas adulteradas, resultando em duas mortes. Um dos óbitos ocorreu na capital paulista e o outro em São Bernardo do Campo, na região metropolitana, confirmados pelo Centro de Vigilância Sanitária (CVS) no sábado (27/9).
A vítima de São Bernardo do Campo é um homem de 38 anos, internado em 18 de setembro, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Na capital, um homem de 54 anos morreu em 15 de setembro, após apresentar sintomas no dia 9, tendo sido atendido na rede privada de saúde.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP), emitiu recomendações urgentes para estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas no estado e regiões próximas.
Autoridades suspeitam que o metanol, solvente utilizado na produção de combustíveis, esteja sendo usado para adulterar bebidas como gin, whisky e vodka. A comercialização de produtos adulterados configura crime previsto no Artigo 272 do Código Penal, e a Lei nº 8.137/1990 e o Código de Defesa do Consumidor atribuem responsabilidade ao fornecedor pela segurança dos produtos.
Em nota, o MJSP reforçou seu compromisso em manter diálogo com o setor privado, fortalecer a cooperação institucional e adotar medidas que garantam segurança aos consumidores brasileiros.
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