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Sabado, 18 de Abril de 2026

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Saída dos EUA da Convenção do Clima é “gol contra”, afirma secretário da ONU

Simon Stiell alerta que decisão do governo Trump de deixar UNFCCC e Fundo Verde prejudica economia, segurança e liderança climática dos EUA

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
Saída dos EUA da Convenção do Clima é “gol contra”, afirma secretário da ONU
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O secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), Simon Stiell, classificou como um “gol contra colossal” a decisão do governo dos Estados Unidos de se retirar de dezenas de organismos multilaterais, incluindo a UNFCCC, o Fundo Verde do Clima (GCF) e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

 

Stiell destacou que a medida afetará o mundo inteiro, mas será particularmente prejudicial aos próprios norte-americanos. Segundo ele, os EUA foram essenciais na criação da UNFCCC e do Acordo de Paris, instrumentos de interesse nacional, e o abandono dessas instâncias representa retrocesso em liderança global, cooperação climática e ciência, colocando em risco economia, empregos e padrão de vida do país.

“A medida deixará os Estados Unidos menos seguros e menos prósperos, à medida que incêndios florestais, enchentes, mega tempestades e secas se intensificam”, afirmou Stiell.

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Os EUA anunciaram a retirada de 66 organizações internacionais, incluindo o GCF, principal mecanismo internacional de financiamento para ações climáticas. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, justificou a decisão citando que o fundo seria uma organização radical e que não seria compatível com as prioridades do governo Trump, afirmando que o país seguirá comprometido com energias acessíveis e confiáveis.

Segundo especialistas do Instituto Talanoa, ONG brasileira dedicada ao debate climático, a saída dos EUA representa choque político e enfraquece a credibilidade americana, mas não compromete completamente a governança climática global, que poderá ser mantida se outros países assumirem a liderança rapidamente.

Stiell alerta ainda que a decisão terá impactos práticos, como encarecimento de energia, alimentos, transporte e seguros, aumento da vulnerabilidade a desastres climáticos e maior instabilidade em mercados de petróleo, carvão e gás, além de potencial aumento de conflitos e migração forçada.

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