Os principais rios da região amazônica apresentam níveis significativamente mais altos em 2025, quando comparados às medições realizadas no mesmo período do ano passado, marcado por uma das piores secas da história recente. Em Porto Velho, o rio Madeira registrou 5,39 metros no dia 1º de agosto de 2025, valor 3,00 metros acima do que foi medido em 2024, no mesmo período, quando o nível era de apenas 2,39 metros.
Em Coari, no rio Solimões, a diferença foi a maior entre os pontos analisados: 4,45 metros a mais em relação a julho de 2024. Já em São Paulo de Olivença, também no Solimões, o nível atual supera em 4,09 metros o registrado no mesmo dia do ano anterior.
Confira os dados comparativos:
Tabatinga (Rio Solimões): 2,98 m (01/08/2024) → 6,61 m (01/08/2025) | +3,63 m
São Paulo de Olivença (Rio Solimões): 5,47 m (01/08/2024) → 9,56 m (01/08/2025) | +4,09 m
Coari (Rio Solimões): 11,92 m (30/07/2024) → 16,37 m (30/07/2025) | +4,45 m
Porto Velho (Rio Madeira): 2,39 m (01/08/2024) → 5,39 m (01/08/2025) | +3,00 m
Manaus (Rio Negro): 25,06 m (01/08/2024) → 28,45 m (01/08/2025) | +3,39 m
Itacoatiara (Rio Amazonas): 10,64 m (31/07/2024) → 13,86 m (31/07/2025) | +3,22 m
O cenário atual contrasta com a crítica situação enfrentada em 2024, quando o volume dos rios atingiu níveis historicamente baixos, prejudicando a navegação, o abastecimento de comunidades ribeirinhas e a fauna aquática.
Em 2025, embora a preocupação com a regularidade das chuvas e dos regimes dos rios continue, os dados apontam uma melhora expressiva em relação à seca extrema registrada no ano anterior.
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