O Rio Madeira atingiu a marca de 15 metros em Porto Velho, chegando ao nível de alerta e levantando preocupações sobre uma possível enchente. O maior risco está associado às chuvas na Bolívia, que escoam pelo rio Mamoré e deságuam no rio Madeira, em Rondônia.
O Serviço Nacional de Meteorologia e Hidrologia da Bolívia (Senamhi) emitiu um alerta para os afluentes do rio Mamoré, na província de Beni, devido ao risco iminente de transbordamento.
Outro fator crítico envolve as usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, que regulam o fluxo de água na parte alta do rio Madeira. No entanto, essas estruturas já operam próximas aos seus limites de armazenamento.
Caso o volume de água continue a aumentar, será necessário liberar parte do excedente, o que pode elevar o nível do Rio Madeira e impactar Porto Velho e áreas ribeirinhas.
Atualmente, o controle de entrada e saída de água das hidrelétricas está equilibrado, evitando, por ora, um agravamento da situação.
A usina de Santo Antônio mantém o reservatório em 70 metros, com um fluxo de 29.300 metros cúbicos por segundo, enquanto Jirau opera com nível de 90 metros e vazão de 30.400 metros cúbicos por segundo. Esses dados indicam que, até o momento, as usinas têm conseguido conter a cheia de maneira controlada.
A Defesa Civil segue monitorando diariamente as regiões afetadas e fornecendo orientações às famílias em áreas de risco. Além disso, a distribuição de água potável e mantimentos já está em andamento nas comunidades onde o avanço das águas tem comprometido fontes de abastecimento e plantações.
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