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Sabado, 18 de Abril de 2026

Política

Relator defende arquivamento de processo contra Eduardo Bolsonaro

Pedido de vista coletivo adiou votação de parecer no Conselho de Ética da Câmara.

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
Relator defende arquivamento de processo contra Eduardo Bolsonaro
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Um pedido de vista coletivo adiou a análise do parecer preliminar no processo contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Durante a reunião desta quarta-feira (8), o relator, deputado Delegado Marcelo Freitas (União-MG), votou pelo arquivamento de uma das representações que pedem a cassação do parlamentar por quebra de decoro.

Com o adiamento, a votação do parecer deve ocorrer na próxima reunião do colegiado. Caso o relatório seja aprovado, o processo contra Eduardo Bolsonaro terá prosseguimento no Conselho.

O pedido foi apresentado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que argumenta que a conduta de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde mora desde fevereiro, é incompatível com o exercício do mandato parlamentar.

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Por não ter apresentado defesa nem advogado constituído, Eduardo Bolsonaro foi representado por um defensor público da União, designado a pedido do presidente do Conselho, Fabio Schiochet (União-SC). O relator acompanhou a defesa, apontando inépcia formal da representação e recomendando seu arquivamento.

Antes disso, Schiochet rejeitou um pedido de suspeição contra o relator, feito pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, sob alegação de ligação política entre Freitas e Eduardo Bolsonaro. O presidente do colegiado afirmou não haver impedimento formal para a atuação do relator.

Ataques a instituições
A representação do PT sustenta que, a partir do exterior, o deputado fez ataques reiterados às instituições brasileiras, especialmente ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a seus ministros, a quem chamou de “milicianos togados” e “ditadores”. O documento também cita uma entrevista em que o parlamentar afirmou que “sem anistia para Jair Bolsonaro, não haverá eleições em 2026”.

Segundo o partido, Eduardo Bolsonaro também tentou influenciar autoridades norte-americanas a aplicar sanções internacionais contra membros do STF, da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal, em represália a investigações que envolvem seu pai e aliados políticos.

A legenda considera que as declarações representam uma “grave ameaça à ordem constitucional e ao processo eleitoral”, ferindo a soberania popular.

Eduardo Bolsonaro ainda é alvo de três outras representações no Conselho de Ética, que aguardam decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre o apensamento dos casos para trâmite conjunto.

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