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James Trafford não escondeu o quanto sofreu durante sua última temporada no Manchester City. Contratado novamente pelo clube em julho de 2025, após se destacar pelo Burnley, o goleiro esperava disputar espaço e construir uma trajetória como titular sob o comando de Pep Guardiola. A realidade, porém, mudou poucas semanas depois, com a chegada de Gianluigi Donnarumma.
Sem oportunidades regulares, o inglês passou a conviver com uma situação que, segundo ele, teve consequências para sua saúde mental. Em entrevista à BBC, no programa “The Football Interview”, do podcast “Football Daily”, Trafford descreveu a experiência de passar a maior parte da temporada no banco de reservas como algo extremamente difícil.
O goleiro explicou que a falta de jogos afetou sua rotina e seu estado emocional a ponto de tornar necessário buscar outro caminho para a carreira. No meio do ano, ele deixou o City e se transferiu para o Leeds United, justamente para voltar a atuar com frequência. “Que sensação horrível, horrível. Não jogar”, resumiu Trafford.
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Chegada de Donnarumma mudou planos de Trafford no Manchester City
A volta de Trafford ao Manchester City aconteceu em julho de 2025. Formado nas categorias de base do clube, o goleiro havia deixado Manchester dois anos antes para defender o Burnley. Na Championship, ganhou experiência e se consolidou como um nome promissor do futebol inglês, o que levou os Citizens a investirem em seu retorno.
O planejamento, entretanto, sofreu uma mudança significativa menos de seis semanas depois. O Manchester City contratou Gianluigi Donnarumma, que havia acabado de conquistar a Champions League com o Paris Saint-Germain. O italiano chegou com status de titular e assumiu imediatamente a posição, reduzindo drasticamente o espaço de Trafford.
O inglês começou a temporada como titular nas três primeiras partidas da Premier League, mas disputou apenas mais um jogo da competição nos 35 compromissos seguintes à chegada de Donnarumma. A situação representou uma quebra de expectativa para um goleiro que havia retornado ao clube justamente para dar um passo adiante na carreira.
Trafford explicou que o período no banco teve um peso maior do que a simples insatisfação por não jogar. Ele contou que costumava ligar para o pai, a mãe, a namorada e os amigos para desabafar sobre os dias difíceis. As conversas ajudavam a lidar com a situação, mas não mudavam o problema central: a ausência de partidas.
“Eu precisava jogar com frequência nesta temporada pelo meu próprio bem-estar mental. Você simplesmente se perde quando não joga”, afirmou.
O goleiro também reconheceu que talvez tenha uma relação diferente com a necessidade de atuar, mas reforçou que passar semanas sem entrar em campo era uma sensação particularmente ruim.
Apesar da frustração, Trafford valoriza experiência com Guardiola
Apesar das dificuldades, Trafford não classificou sua passagem pelo Manchester City como uma temporada perdida. O goleiro reconheceu que teve momentos de frustração e chegou a se arrepender de algumas situações, mas também destacou o aprendizado adquirido no período e os títulos conquistados.
Mesmo sem ser a primeira opção de Guardiola na maior parte da temporada, o inglês teve participação importante nas campanhas das copas nacionais. Foi titular nas finais da Copa da Liga Inglesa e da Copa da Inglaterra, ambas disputadas em Wembley, e terminou o período com dois troféus no currículo.
Ao olhar para trás, Trafford afirmou que conseguiu aproveitar a experiência e evoluir, ainda que o cenário tenha ficado distante do que imaginava quando assinou com o clube. A avaliação mostra que sua insatisfação estava concentrada principalmente na falta de continuidade, e não em uma rejeição ao período vivido em Manchester.
O goleiro também integrou a seleção inglesa na Copa do Mundo de 2026. Embora não tenha entrado em campo, descreveu a convocação como uma experiência marcante e disse que aproveitou a oportunidade para aprender e observar o ambiente de uma competição internacional.
Agora no Leeds, Trafford tem uma ambição clara: assumir a titularidade da Inglaterra. O jogador entende que precisa manter boas atuações em seu clube para se aproximar do objetivo e acredita que pode chegar à posição de número um da seleção.
“É o meu objetivo e é algo com que sempre sonhei. Eu sempre acredito que um dia posso ser. Todos os dias tento continuar melhorando para me colocar na melhor posição para ser o camisa um da Inglaterra um dia”, declarou.
A mudança de Manchester para Leeds, portanto, representa mais do que uma transferência em busca de minutos. Depois de experimentar o lado difícil de ser reserva em um dos principais clubes da Europa, Trafford tenta recuperar a sequência de jogos necessária para desenvolver seu potencial e transformar a ambição de defender a Inglaterra como titular em uma possibilidade concreta.
