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Terça-feira, 02 de Junho de 2026

Economia

Quarto leilão do Eco Invest Brasil terá foco exclusivo em projetos na Amazônia

O programa de mobilização de capital privado para sustentabilidade lançou seu edital na COP30, em Belém, com o objetivo de levantar até US$ 4 bilhões e destinar recursos exclusivamente para a região amazônica, priorizando a bioeconomia e o turismo ecológico.

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Por Capital Rondônia
Quarto leilão do Eco Invest Brasil terá foco exclusivo em projetos na Amazônia
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O Eco Invest Brasil, programa do governo que busca atrair capital privado para projetos sustentáveis, lançou o edital de seu quarto leilão durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), em Belém. Previsto para o início de 2026, esta será a primeira edição do programa com foco exclusivo na Amazônia.

O novo leilão pretende mobilizar até US$ 4 bilhões através de um modelo de financiamento misto (blended finance), combinando recursos públicos e privados. Neste sistema, o governo e parceiros financeiros privados aportam capital catalítico, que tem maior tolerância a riscos de mercado e considera o retorno social dos projetos, conseguindo alavancar investimentos convencionais.

O programa é coordenado pelos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Embaixada do Reino Unido.

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Foco e Setores Prioritários na Amazônia

O objetivo desta quarta edição é reforçar cadeias produtivas sustentáveis que gerem renda, inclusão social e competitividade, atuando como alternativa a atividades associadas ao desmatamento, e provando que “a floresta em pé gera mais valor”, nas palavras do ministro Fernando Haddad.

A próxima rodada foi desenhada para alcançar segmentos que costumam ter dificuldade de acesso a financiamentos de maior porte, como pequenas empresas, cooperativas, comunidades tradicionais e produtores locais.

Os projetos deverão ser apresentados em três setores prioritários:

Bioeconomia: Inclui cadeias da sociobiodiversidade, bioindústrias, insumos sustentáveis e restauração ecológica e produtiva.

Turismo ecológico sustentável: Iniciativas voltadas à atração internacional de visitantes.

Infraestrutura habilitante: Investimentos em energia renovável descentralizada, conectividade digital, transporte e logística para apoiar cadeias produtivas locais.

Modelo Financeiro e Incentivos

O modelo de captação e repasse de recursos estabelece exigências claras para as instituições financeiras vencedoras:

O Tesouro Nacional emprestará recursos a juros de 1% ao ano.

Em contrapartida, as instituições deverão captar um volume de capital privado quatro vezes maior que o valor recebido, sendo no mínimo 60% de origem estrangeira.

Uma inovação desta edição é um incentivo adicional do Tesouro, equivalente a 20% do valor levantado. Este recurso deve ser aplicado em finalidades específicas, como assistência técnica e capacitação em projetos mais complexos e arriscados, com foco em pequenos produtores.

O programa contará também com um instrumento de hedge (proteção) cambial: o BID, por meio do Banco Central, oferecerá US$ 3,4 bilhões em derivativos para reduzir os riscos de variação cambial, com operação prevista para o primeiro semestre de 2026.

A expectativa do governo é mobilizar até US$ 1 bilhão em recursos públicos e até US$ 3 bilhões em capital privado.

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