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Sexta-feira, 15 de Maio de 2026

Assembleia Legislativa

Procuradoria Especial da Mulher debate o impacto do assoalho pélvico na saúde feminina

Parceria com a Afya com a PEM leva informação e prevenção sobre saúde pélvica.

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
Procuradoria Especial da Mulher debate o impacto do assoalho pélvico na saúde feminina
Magali Hidalgo
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A Procuradoria Especial da Mulher (PEM), órgão da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), promoveu nesta sexta-feira (15) uma ação voltada à saúde feminina em parceria com o Afya Centro Universitário São Lucas, por meio do projeto de extensão Fisiopelvis. O objetivo é oferecer informação qualificada e acesso a práticas preventivas que impactam diretamente a qualidade de vida das mulheres, abordando um tema ainda cercado de desinformação e tabu.

Por meio de uma roda de conversa educativa seguida de dinâmica prática sobre fortalecimento do assoalho pélvico, a iniciativa é um desdobramento do compromisso da PEM com políticas públicas integrais de saúde, prevenção e cidadania feminina. A atividade foi conduzida pelo professor Gustavo Tavares, acompanhado de acadêmicos da área da saúde.

Cuidar da saúde pélvica é um ato de autocuidado e garantia de bem-estar (Foto: Magali Hidalgo | Assessoria Parlamentar)

De acordo com a deputada estadual e procuradora especial da mulher, Ieda Chaves (União Brasil), ações como esta são políticas públicas importantes voltadas à saúde feminina. "A informação em primeiro lugar, porque ela realmente vai fazer a diferença na qualidade de vida das mulheres. Atuamos com o trabalho de mulheres para mulheres, não poderíamos deixar de inserir esse assunto também", afirmou a parlamentar.

Fortalecimento do assoalho pélvico

A abordagem tratou de temas relevantes sobre a saúde da mulher não apenas na fase jovem, mas também na maturidade. "Assuntos como menopausa, climatério e até o prolapso vaginal ainda são pouco conhecidos por muitas mulheres, e por isso trouxemos essas pautas para ampliar o conhecimento e a consciência sobre o próprio corpo. Além disso, falamos sobre questões que impactam diretamente a qualidade de vida, como as disfunções sexuais e a incontinência urinária, que são muito recorrentes atualmente", listou a acadêmica de Fisioterapia Geovana Gentil Rosa.

Geovana informou ainda que muitas mulheres convivem com um ou vários problemas sem saber que têm tratamento e até cura. "O nosso objetivo é conscientizar e incentivar o autocuidado. A mulher precisa se olhar com mais atenção, cuidar da sua saúde e entender que merece viver com bem-estar."

Orientações

Os instrutores do projeto explicaram que o assoalho pélvico é formado por um conjunto de músculos, ligamentos e tecidos que funcionam como uma rede na base da pelve. A estrutura sustenta órgãos como bexiga, intestino e útero, além de controlar a continência urinária e fecal, participar da função sexual e auxiliar no parto.

Conscientização e acolhimento

Ieda Chaves lembrou, por fim, que a função da PEM também passa pela conscientização e pelo acolhimento. "Aqui em Porto Velho, nós temos esse espaço onde as mulheres que estão passando por situação de violência e que ainda não tomaram coragem de denunciar podem ser acolhidas e orientadas sobre todos os passos que podem seguir dali para frente", observou.

Consciência corporal na juventude e na maturidade evita dores e disfunções (Foto: Magali Hidalgo | Assessoria Parlamentar)

"Tudo isso faz parte. Estamos falando da vida das mulheres, da qualidade de vida, e isso passa também pela saúde da mulher", completou a procuradora.

FONTE/CRÉDITOS: Etiene Gonçalves
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