Vários vídeos publicados em redes sociais na manhã da última terça-feira (04) viralizaram em grupos de WhatsApp, onde mostravam o descarte irregular em local aberto, do lixo recolhido na cidade.
E nas embalagens com a sujeira tinham as iniciais da MB Limpeza Urbana, empresa que acabou de ser contratada pela prefeitura para recolher o lixo em nossa capital. O valor? 33 milhões de reais por ano.
Segundo moradores próximos ao local onde os sacos com lixo foram jogados, nas ruas Marineide e Daniela, no bairro Cuniã, zona Leste de Porto Velho, o mau cheiro estava insuportável logo no início da manhã.
Muitas mães inclusive proibiram os filhos de brincar na rua por conta das embalagens com lixo que ocupavam boa parte da via pública.
E foram só os vereadores Tiago Tezzari e Breno Mendes publicarem outras imagens denunciando a imundície da empresa contratada e a gerarem críticas, que funcionários da empresa apareceram no local. Eles teriam coberto vários sacos com terra e retirado outros do lugar.
Outro lado
O titular da Secretaria Municipal de Serviços Básicos (Semusb), Geovanni Marini, informou que todos os sacos com lixo foram retirados do local.
Ele ainda afirmou que o lixo deveria ter sido levado para o Aterro Sanitário. Ele não soube informar qual a razão dos sacos terem sidos jogados na Rua Daniela.
O prefeito Léo Moraes não pode ser culpado pelo ocorrido, mas ele deve ao menos esclarecer para a sociedade qual a justificativa para tamanha irresponsabilidade da MB Limpeza Urbana.
Até porquê, quem ganha um contrato de 30 milhões precisa, no mínimo, prezar pelo bom atendimento e prestação de serviço adequada. O prefeito é obrigado a exigir explicações para saber o que houve.
Mais problemas
A Prefeitura de Porto Velho comandada por Léo Moraes (Podemos) parece que não anda acertando muito bem. A bola da vez é a contratação emergencial de uma empresa do Piauí que vai fazer a coleta de lixo no lugar da Marquise.
Segundo informações de bastidores, repassadas ao Capital Rondônia, o contrato já tem até validade definida de 180 dias ou seis meses.
Porém, o que se espera da gestão municipal que recém-assumiu, é que sejam feitos negócios com empresas “limpas”, sem qualquer mancha no currículo que venham gerar suspeitas sobre suas atividades.
Pois não é o que vem acontecendo com a Aurora, uma das empresas responsáveis pela coleta do lixo em Teresina, capital do Piauí, e centro de uma polêmica com a sócia Recicle. Ambas formam o Consórcio Eco-Teresina.
Por lá, estaria ocorrendo um desentendimento financeiro entre as duas empresas e a briga entre os sócios não tem nada a ver com a prefeitura.
Com medo da paralisação da coleta de lixo, a Prefeitura de Teresina depositou em juízo, em fevereiro, R$ 16,8 milhões referentes ao valor do contrato.
Em Porto Velho, os boatos que correm em redes sociais e grupos de WhatsApp, é que Léo Moraes estaria alinhando contrato milionário com Aurora Ambiental, encerrando de vez o vínculo de 30 anos com a Marquise.
A Aurora Ambiental ficaria responsável pela prestação dos serviços de limpeza urbana da capital rondoniense. O período de 180 dias seria até a licitação definitiva ser concretizada.
Porém, no Portal Transparência da Prefeitura de Porto Velho não há anúncio oficial de ganhador da concorrência emergencial. Apenas o edital para contratação de coleta, limpeza e transporte de resíduos sólidos até o Aterro Sanitário de Jirau.
Parece que a história ainda vai render muitos capítulos e vai rolar muita água debaixo dessa ponte. E o resultado pode ser bem ruim para os envolvidos.
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