Porto Alegre, Rio Grande do Sul — A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre confirmou nesta segunda‑feira (16) o primeiro caso de Mpox no ano de 2026 na capital gaúcha. A informação foi divulgada pela Vigilância Epidemiológica local, que também reforçou orientações à população, especialmente em meio às celebrações de Carnaval.
Segundo o boletim epidemiológico da prefeitura, o paciente é morador de Porto Alegre, mas contraiu a infecção fora do Rio Grande do Sul, indicando que o caso é classificado como importado. No ano anterior, a cidade já havia registrado 11 casos da doença.
O que é Mpox e como é transmitida
A Mpox é uma infecção viral causada pelo vírus Mpox (MPXV), que pertence à mesma família biológica da varíola. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com erupções, lesões cutâneas, secreções respiratórias ou saliva de uma pessoa infectada.
Os sintomas mais comuns incluem:
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Febre e dor de cabeça;
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Dores musculares e fraqueza;
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Inchaço de gânglios linfáticos (ínguas);
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Erupções cutâneas características que aparecem após os sinais iniciais.
O período de incubação varia de 3 a 21 dias, com média de cerca de 10 a 16 dias.
Recomendações e alerta para o Carnaval
Com a proximidade das festividades, a Vigilância Epidemiológica de Porto Alegre reforçou medidas preventivas para reduzir o risco de transmissão comunitária da doença. Entre as principais orientações estão:
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Inspecionar a pele antes de participar de eventos, atentando para bolhas, feridas ou lesões suspeitas;
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Evitar contato íntimo ou prolongado com pessoas que apresentem lesões aparentes;
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Manter higiene frequente das mãos, utilizando álcool em gel;
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Evitar o compartilhamento de objetos pessoais como copos, talheres ou roupas;
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Procurar atendimento médico imediato caso surjam sintomas compatíveis.
A prefeitura também orienta que pessoas com sintomas não frequentem blocos, festas ou mantenham contato físico intenso com outras pessoas durante o período festivo.
Situação epidemiológica
Embora o número de casos confirmados seja ainda baixo, a detecção de um caso importado em Porto Alegre levou as autoridades de saúde a intensificar a vigilância epidemiológica e as campanhas de informação à população para evitar novos registros e reduzir a propagação do vírus no contexto das grandes aglomerações típicas do Carnaval.
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