O policial penal Anderson Hilário Alves, preso nesta quinta-feira (2/10) durante a 3ª fase da Operação Reação em Cadeia, conseguiu assumir o cargo mesmo estando sob investigação judicial. Ele é acusado de fraudar o concurso da Polícia Penal do Distrito Federal, certame que lhe garantiu salário bruto superior a R$ 10 mil.
De acordo com documentos obtidos pela coluna, Anderson ingressou com ações judiciais para assegurar sua permanência no certame. Como o candidato não apresentou dentro do prazo exigido o certificado de conclusão de curso superior, requisito obrigatório previsto no edital, ele estava, na prática, eliminado da lista de aprovados.
A situação mudou quando ele acionou a Justiça. Seu nome passou a constar como “sub judice”, indicando que seguia no concurso por força de decisão judicial. Uma liminar garantiu sua manutenção no certame e, posteriormente, permitiu sua posse em 2022, com salário bruto de mais de R$ 10 mil.
O Distrito Federal e a banca organizadora, Instituto AOCP, recorreram contra a manutenção de Anderson, alegando violação à legalidade e à isonomia do concurso. No entanto, o Judiciário entendeu que não havia fundamentos suficientes para reverter a decisão que permitiu sua continuidade.
Agora, preso preventivamente pela Polícia Civil do DF, Anderson responde por fraude em certame de interesse público, falsificação de documento e organização criminosa, crimes que somados podem resultar em até 20 anos de prisão.
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