O influenciador digital Giliard Vidal dos Santos, filho da advogada e influenciadora Deolane Bezerra, foi alvo de mandados de busca e apreensão durante uma operação deflagrada nesta quinta-feira (21) em São Paulo. A ação investiga um esquema estruturado de lavagem de dinheiro e supostas conexões com a facção criminosa PCC. A própria Deolane foi presa no decorrer da operação, que apura a utilização de redes sociais, empresas de fachada e transações financeiras complexas para ocultar recursos de origem ilícita.
Conhecido nas plataformas digitais pelo apelido de Chefinho, Giliard, de 22 anos, acumula mais de 1 milhão de seguidores. O jovem ganhou notoriedade por exibir publicamente uma rotina de alto padrão, frequentemente documentando o uso de helicópteros, jet skis e carros de luxo — como o episódio de abril de 2025, em que foi visto dirigindo uma McLaren na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro.
Estrutura do esquema investigado
Segundo as autoridades, o grupo utilizava uma engrenagem de movimentações financeiras para lavar dinheiro ligado ao crime organizado. As investigações indicam que influenciadores e pessoas próximas a lideranças do PCC, como Marcola, operavam através de empresas de apostas e contas bancárias para movimentar grandes quantias sem levantar alertas dos órgãos de controle.
A Polícia Civil cumpriu diversos mandados de prisão e busca e apreensão, além de determinar o bloqueio de bens e valores vultosos. A operação busca mapear a extensão da influência do crime organizado dentro do ecossistema de influenciadores digitais, que serviriam como fachada para a circulação de capitais ilegais.
Conexões familiares
Giliard, que é filho adotivo de Deolane Bezerra, integrou frequentemente conteúdos publicitários e de entretenimento da influenciadora, consolidando sua presença no nicho de ostentação. A prisão de Deolane e a condução da investigação sobre seu núcleo familiar marcam um desdobramento crítico na apuração que conecta a vida pública de figuras da internet com suspeitas de crimes graves, incluindo organização criminosa. As autoridades seguem com as diligências para identificar outros envolvidos no fluxo financeiro ilícito.


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