O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, anunciou avanços significativos na criação de uma coalizão sul-americana voltada ao combate ao crime organizado. O anúncio ocorreu nesta quarta-feira (17) em Brasília/DF, durante reunião com o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, em paralelo à agenda da comitiva presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva na Cúpula do G7.
A articulação internacional prevê a estruturação de uma rede de cooperação regional englobando todos os 12 países da América do Sul. O projeto utilizará como base técnica o escritório da Interpol situado em Buenos Aires, na Argentina, combinando ferramentas tecnológicas avançadas, cruzamento de bancos de dados e operações coordenadas pela instituição brasileira.
Segundo o diretor-geral Andrei Rodrigues, o bloco operacional vai atuar diretamente na contenção do tráfico de drogas, contrabando de armas e crimes ambientais nas fronteiras. A cooperação policial pretende asfixiar as principais frentes financeiras e logísticas das facções criminosas que operam de forma transnacional na região.
Difusão prateada e recuperação de ativos internacionais
Um dos principais mecanismos debatidos na reunião técnica foi a implementação da “difusão prateada” pela Interpol. Essa ferramenta internacional é focada exclusivamente na localização e repatriação de patrimônios e ativos financeiros ocultos por criminosos em contas e fundos no exterior.
Frentes de atuação da Polícia Federal no exterior
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Uso estratégico do escritório da Interpol em Buenos Aires para integrar inteligência policial.
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Bloqueio e recuperação de bens lavados em outros países por meio da nova difusão prateada.
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Alinhamento de investigações conjuntas sobre rotas de tráfico internacional de armas e drogas.
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Articulação para instalação de uma nova adidância da corporação na Suíça.
A estratégia de focar no patrimônio financeiro das organizações criminosas gerou a descapitalização de mais de R$ 10 bilhões em bens e valores no último ano. A Polícia Federal busca agora replicar esse modelo em escala continental por meio de parcerias com agências globais como Europol e Ameripol.
Paralelamente à criação da aliança sul-americana, a direção da PF iniciou tratativas com o governo da Suíça para implantar uma adidância brasileira no país europeu. A nova base diplomático-policial deve agilizar o intercâmbio de informações bancárias e judiciais, fortalecendo o combate à lavagem de dinheiro em solo europeu.
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