A Polícia Federal (PF) investiga, na operação Rejeito, um esquema de crimes ambientais envolvendo o setor de mineração em Minas Gerais, com suspeita de pagamento de propina de até R$ 7,2 milhões a integrantes da Agência Nacional de Mineração (ANM).
Durante a apuração, foi identificada uma planilha interna do grupo investigado com a rubrica “Aquisição ANM Completo”, indicando o valor previsto de R$ 7,2 milhões. A informação foi obtida por meio de captura de tela na nuvem de um dos investigados, relacionada ao projeto chamado “Rancho do Boi”, localizado na Serra do Curral.
Segundo a PF, a localização estratégica e sensível do empreendimento reforça a gravidade das irregularidades, devido à proximidade com áreas de proteção ambiental e ao potencial impacto sobre ecossistemas frágeis.
A corporação aponta que a descoberta indica planejamento financeiro para influenciar decisões administrativas dentro da ANM, sugerindo que o caso seja investigado separadamente. “A existência desse lançamento contábil, vinculado diretamente à ANM, é altamente suspeita e deve ser objeto de apuração específica”, afirmou a PF.
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