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O ex-meio-campista Anderson, que atuou ao lado de Michael Carrick no Manchester United por sete temporadas, saiu em defesa do atual técnico da equipe e pediu paciência à diretoria e à torcida. Em entrevista ao “Sports Mole”, o brasileiro utilizou os exemplos de Sir Alex Ferguson e Mikel Arteta para argumentar que grandes projetos levam tempo.
O United vive início difícil em 2026/27: apenas uma vitória em cinco jogos na Premier League, ocupando o 12º lugar, e eliminação da Copa da Liga Inglesa para o Brighton. O clube também perdeu uma vantagem de 2 a 0 em casa pela primeira vez em 50 anos.
“Joguei com Carrick por sete anos. Sei que seu caráter é incrível. Mas quando cheguei ao Manchester United, Ferguson controlava tudo. A mídia, não importava o que fosse. Ferguson controlava a segurança, o presidente. Para um treinador, isso faz uma grande diferença”, contou.
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Anderson usa Arteta e Ferguson como exemplos para defender Carrick
Para Anderson, o paralelo com Ferguson é o mais revelador. “Quando Ferguson chegou ao Manchester United, por três ou quatro anos, ele perdeu. O clube ficou com ele. Eu acredito no Carrick. Eu confio nele. Os jogadores absorvem as ideias dele. E depois disso, Ferguson ganhou tudo. O clube precisa segurar o Carrick, protegê-lo, dar tempo.”
O brasileiro também recorreu ao exemplo de Mikel Arteta no Arsenal. “Se você pega o Arteta, quando ele chegou ao Arsenal, nas primeiras três ou quatro temporadas, ele perdeu. Ele começou a montar um time bom agora. O Arsenal preparou a equipe por cinco ou seis anos. Agora, está começando a se tornar melhor. Todo o processo é assim. O clube tem que dar tempo para Carrick fazer seu trabalho.”
A parceria de Anderson e Carrick em Old Trafford
Anderson passou oito temporadas no United, conquistando quatro títulos da Premier League, além da Champions League de 2009. Ele e Carrick jogaram juntos em 114 partidas, somando 5.578 minutos em campo. Apenas Paul Scholes e Darren Fletcher foram parceiros de Carrick no meio-campo mais vezes do que Anderson.
O brasileiro, que também aconselhou ao clube mancuniano ir em busca de Vinícius Junior, fez 181 jogos pelo United, marcando nove gols, antes de sair em 2015 após ter pouco espaço sob David Moyes e Louis van Gaal.