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Sabado, 23 de Maio de 2026

Meio Ambiente

Operação “EmendaFest” investiga desvio de emendas para hospital público

Polícia Federal deflagra Operação EmendaFest para investigar fraudes em emendas parlamentares no Hospital Ana Nery, com desvios superiores a R$ 500 mil em propina

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
Operação “EmendaFest” investiga desvio de emendas para hospital público
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A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação EmendaFest, que apura fraudes no repasse de emendas parlamentares destinadas ao Hospital Ana Nery, em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul. A investigação aponta para desvios que superam R$ 500 mil, supostamente pagos em propina.

A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que destacou a existência de “consistentes indícios de desvios de recursos públicos”, correspondentes a 6% dos valores repassados, conforme a Gazeta do Povo. A operação incluiu 11 mandados de busca e apreensão e dois de busca pessoal, além do bloqueio de bens e o afastamento de função pública de dois investigados.

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A origem da investigação remonta a uma descoberta inesperada durante a análise do celular do lobista Cliver Fiegenbaum, que, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), revelou conversas comprometedores com Lino Rogério, assessor do deputado federal Afonso Motta (PDT-RS), conforme o Globo.

Em um dos diálogos, Rogério sugere que Motta destine emendas para o hospital em troca de uma comissão ilegal. A PGR também confirmou que as emendas foram efetivamente encaminhadas para o hospital, corroborando a denúncia.

O esquema sob investigação
O contrato previa a “captação de emendas parlamentares” e estipulava o pagamento de 6% dos valores captados. Para a PF, no entanto, a cláusula servia apenas para disfarçar a propina e dar aparência de legalidade à operação. As investigações identificaram três pagamentos totalizando R$ 509,4 mil, além da emissão de notas fiscais fraudulentas.

Ainda segundo a apuração, funcionários do hospital teriam participado do esquema, ajudando a acobertar os desvios. 

O deputado Afonso Motta não foi alvo das diligências, mas seu chefe de gabinete foi afastado por ordem do STF. Em nota à imprensa, o gabinete do parlamentar negou qualquer envolvimento no esquema.  Após a operação, Motta viajou de Passo Fundo (RS) para Brasília, onde se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O deputado afirmou que não foi investigado, mas admitiu preocupação com as repercussões, segundo o Estadão. “Muito mais que a questão pessoal, é o mandato que fica limitado e recebe uma censura”, declarou. Ele também indicou que pode exonerar Lino Rogério na próxima semana.

Já o Hospital Ana Nery afirmou que recebeu a notícia da operação com “surpresa” e garantiu estar colaborando com as autoridades. “Temos prestado total colaboração, fornecendo prontamente todos os documentos solicitados e nos colocando à disposição para esclarecer os fatos”, declarou a instituição.

A PF segue apurando o caso e já identificou indícios de que outros políticos possam estar envolvidos em esquemas semelhantes. Ao menos 20 investigações sobre irregularidades no uso de emendas parlamentares tramitam no STF sob sigilo.

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