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Sabado, 18 de Abril de 2026

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Nova BR-364 enfrenta dificuldade para contratar mão de obra em Rondônia

A BR-364 foi arrematada em leilão realizado em fevereiro na B3, em São Paulo

Capital Rondônia
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Nova BR-364 enfrenta dificuldade para contratar mão de obra em Rondônia
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A Nova BR-364, concessionária responsável pelo trecho entre Vilhena e Porto Velho, enfrenta desafios para contratar trabalhadores de base e engenheiros, apesar da rodovia ser estratégica para o escoamento do agronegócio em Rondônia.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo publicada na quarta-feira (1º), executivos do projeto apontam que a maior parte da mão de obra local está concentrada no setor agropecuário, dificultando a atração de profissionais para a construção civil. Mesmo assim, dados da Pnad Contínua indicam que Rondônia registrou, no segundo trimestre, a segunda menor taxa de desocupação do país, com 2,3%.

Wagner Martins, CEO da Nova BR-364, afirmou que os engenheiros necessários já foram contratados. No entanto, as obras previstas exigirão a contratação de cerca de 2.000 trabalhadores pelas construtoras parceiras.

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Marcelo Stachow, presidente do grupo que controla as concessões da BR-364 e BR-381, destacou que a ampla carteira de projetos em andamento permite que profissionais escolham onde trabalhar. “Ninguém quer ir para Rondônia, trabalha em outra [concessionária]”, disse.

Marco Túlio Morales de Carvalho, diretor de engenharia da Nova 381, explicou que empresas têm oferecido salários mais altos para atrair mão de obra, elevando os custos das construtoras e, consequentemente, das concessionárias. Ele comparou a situação com Minas Gerais, onde a presença de grandes mineradoras garante disponibilidade de profissionais. “O cara não vai sair do agronegócio para trabalhar na construção”, afirmou.

Especialistas do setor, incluindo advogados, consultores e construtoras, alertam que, mesmo com grandes investimentos, há incertezas sobre a capacidade de execução de todos os projetos, citando, por exemplo, leilões recentes com baixa concorrência ou ausência de lances.

Em setembro, Eduardo Camargo, CEO da Motiva Rodovias, disse à Folha que a escassez de engenheiros e trabalhadores de base é uma preocupação. Na concessionária ViaSul, no Rio Grande do Sul, a empresa precisou buscar profissionais em outros estados.

Apesar da dificuldade de contratação, Wagner Martins prevê que a Nova BR-364 começará a gerar receita no próximo ano, quando os pedágios no modelo free flow, sem cancelas, entrarem em operação. O executivo explicou que o financiamento das obras poderá ocorrer por project finance — com ativos e fluxos de caixa futuros garantindo o pagamento — ou por emissão de debêntures incentivadas.

A BR-364 foi arrematada em leilão realizado em fevereiro na B3, em São Paulo. O consórcio formado pela 4UM Investimentos e pelo banco Opportunity foi o único concorrente e ofereceu um deságio de 0,05% sobre a tarifa básica do pedágio.

O contrato, válido por 30 anos, prevê investimentos de R$ 6,53 bilhões em obras e R$ 3,9 bilhões em manutenção, incluindo a duplicação de 114 km da rodovia, a construção de 200 km de faixas adicionais, 20 passarelas para pedestres e 19 km de vias marginais.

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