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Justiça

MPF pede suspensão de licenças da etapa 4 do pré-sal

Ministérios Públicos apontam riscos climáticos e falta de viabilidade ambiental na exploração de petróleo e gás na Bacia de Santos

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
MPF pede suspensão de licenças da etapa 4 do pré-sal
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O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) protocolaram uma ação civil pública solicitando a suspensão imediata do licenciamento da etapa 4 do pré-sal. A medida, ajuizada na segunda-feira (15) contra a Petrobras e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), questiona a viabilidade ambiental do projeto. Os órgãos buscam tanto a invalidação da licença prévia já concedida quanto o impedimento para a emissão de novos documentos autorizativos pelo órgão ambiental.

Expansão e impacto ambiental

A etapa 4 do pré-sal prevê a implementação de dez plataformas de exploração de óleo e gás natural em águas profundas na Bacia de Santos, com início de operação escalonado entre 2026 e 2032. Segundo dados apresentados pelo MPF, a estimativa é que o empreendimento resulte na emissão de mais de 3,8 bilhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera ao longo de seus trinta anos de vida útil.

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Para os órgãos de controle, esse volume de emissões é incompatível com os compromissos climáticos internacionais assumidos pelo Brasil. O país estabeleceu a meta de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa entre 59% e 67% até 2050, tomando como base os níveis registrados em 2005. O Ministério Público argumenta que a expansão da exploração fóssil agravaria a crise climática vigente.

Posicionamento do Ibama

Em nota, o Ibama informou que ainda não foi notificado sobre a nova ação ajuizada. O instituto ressaltou que já prestou esclarecimentos judiciais em dois processos anteriores que abordam o mesmo tema. A autarquia reafirmou que, tão logo receba a notificação oficial, apresentará os argumentos técnicos e jurídicos necessários nos autos do processo.

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