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Justiça

Ministros anteciparam voto a favor de Mendonça 9 minutos após abertura

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques e Luiz Fux postaram seus votos pelo afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, nove minutos após a abertura

Capital Rondônia
Por Capital Rondônia
Ministros anteciparam voto a favor de Mendonça 9 minutos após abertura
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O gesto simbolizou um indicativo de que André Mendonça tem apoio o suficiente no colegiado.

A Segunda Turma formou maioria para referendar a decisão do relator, que decidiu afastar preventivamente o então chefe da corporação.

Mendonça afirmou ter sido alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” da Polícia Federal por mais de 30 dias. A medida ocorre em meio aos desdobramentos das investigações relacionadas ao caso do Banco Master.

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O nome de Andrei Rodrigues surgiu em mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro.

Na mesma decisão, o magistrado também ordenou o afastamento do delegado federal Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da PF.

Entenda a crise

O julgamento, no entanto, foi suspenso por um pedido de vista (mais tempo de análise) do decano Gilmar Mendes. O ministro Dias Toffoli se declarou impedido de votar.

Com a interrupção do magistrado, a análise do caso foi suspensa, mas o afastamento imediato continua em vigor. O outro integrante da Turma, ministro Dias Toffoli, declarou-se impedido de votar nas ações referentes ao caso Master.

O ministro André Mendonça apontou condutas suspeitas do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no relatório enviado ao ministro Alexandre de Moraes no âmbito do Inquérito das Fake News.

Na decisão desta terça-feira (8/9), ele justificou que o afastamento preventivo do diretor da corporação é necessário para evitar que as atividades policiais “continuem sendo vilipendiadas”.

O relator citou que ao menos seis “relatórios de inteligência” foram produzidos de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto de 2026. A peça aponta que o próprio André Mendonça estava sendo monitorado ilicitamente por parte da PF havia mais de 30 dias.

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